O governo britânico alertou na segunda-feira ao Egito que a repressão aos protestos pode 'acabar mal', mas evitou pressionar explicitamente pela renúncia do presidente Hosni Mubarak.

'É importantíssimo que nem o presidente (dos EUA, Barack) Obama nem eu estejamos dizendo quem devem governar este ou aquele país', disse o primeiro-ministro David Cameron à TV

BBC.

'É delicado dizer que há uma escolha aqui, essa repressão (...), que vai acabar mal para o Egito, mal para o mundo. É a escolha errada a fazer', acrescentou ele.

Cameron ecoou as sugestões norte-americanas por uma transição ordeira para um sistema democrático no mais populoso país árabe.

Mais de cem pessoas já morreram em seis dias de protestos no Egito, e o futuro de Mubarak aparentemente está nas mãos das Forças Armadas. Os manifestantes se recusam a deixar as ruas, e o Exército não os está dispersando.