O ex-vice-governador da Guanabara Raphael de Almeida Magalhães morreu na noite de sábado aos 80 anos. Ele sofreu um mal súbido na sua casa no Alto da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro.
O corpo é velado no Memorial do Carmo (Cemitério do Caju), até as 17h. Ele será cremado amanhã.
Magalhães também foi ministro da Previdência de fevereiro de 1986 a outubro de 1987 durante o governo José Sarney.
Formado em direito pela PUC do Rio em 1956, Magalhães foi vice-governador da Guanabara de 1960 a 1965 durante o governo Carlos Lacerda. Na UDN, ele chegou a assumir o posto de governador nos dois meses finais de 1965. Já no PMDB, Magalhães foi deputado constituinte.
Muito ligado ao ex-presidente da Cia Vale do Rio Doce, Eliezer Batista, era conselheiro do grupo EBX, do empresário Eike Batista, filho de Eliezer.
Ele deixa mulher, filha e duas netas.
Após deixar o velório, o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, disse que o ex-ministro teve atuação importante na aprovação do capítulo da Constituição de 88 sobre a seguridade social. Disse que os dois militaram juntos na campanha pelas "Diretas Já".
Em nota, o governador do Rio, Sérgio Cabral, lamentou a morte. "Raphael de Almeida Magalhães foi um político que batalhou pelas questões sociais e pela reformulação da política habitacional no Brasil."
Antes da criação da Prefeitura do Rio de Janeiro, a cidade foi administrada de 1960 e 1975 pelo chamado governo da Guanabara. O Rio era considerado o Distrito Federal antes da transferência da capital para Brasília.