Criador dos personagens “Cabeça e Maritaca”, na campanha que ajudou a eleger o senador Benedito de Lira, o novo secretário estadual de comunicação, Rui França assume a pasta com a responsabilidade de ampliar as ferramentas que mantém a população alagoana informada sobre as ações governamentais.

O Diário Oficial do Estado, assim como a agência Alagoas, que se consolidaram como importantes fontes de notícias para a imprensa são considerados “pontes” entre a sociedade e o governo.

França lembrou que a missão da Secom é integrar os veículos de imprensa e a mídia publicitária, proporcionando uma comunicação direta com os alagoanos, junto com as assessorias de imprensa das demais secretarias, que também são responsáveis pela produção de notícias.

Ele explicou que campanhas institucionais também são veiculadas em emissoras de rádios e televisão, jornais, sites e revistas, para manter as pessoas a par das propostas do governo e do trabalho desenvolvido no Estado.

Mesmo com o sucesso da campanha que elegeu Benedito de Lira, França atribui sua indicação para o cargo de secretário ao trabalho que desenvolve desde 1992, atuando como marketeiro em vários Estados do país. No entanto, ele contou que o fato do senador eleito fazer parte da mesma coligação que Teotônio Vilela proporcionou momentos para discutir soluções de campanha, junto ao governador, que acabou reconhecendo seu trabalho.

“É impossível negar o sucesso que tivemos na campanha para o Senado, mas tenho uma história vitoriosa e posso dizer que nas campanhas políticas nas quais atuei só perdemos em um Estado. O governador escolheu o nosso projeto de comunicação, que já era conhecido. Por vir de uma gestão de quatro anos, o governo fez muito. Já planejamos campanhas sobre a dengue, volta ás aulas nas escolas públicas, campanhas de prestação de serviços, além das promocionais”, lembrou.

Sobre os desafios da Secom, Rui França destacou que a receptividade das ações do governo é um termômetro para avaliações e por isso deve ser fortalecida.

“Temos que estabelecer a ponte entre o governo e a sociedade e o reconhecimento acontece porque a intenção é melhorar a vida das pessoas, que ao veem as notícias institucionais também devem cobrar. Nesta sexta-feira realizaremos um seminário com assessores de imprensa para traçar estratégias e um plano de trabalho para os próximos quatro anos”, destacou.

Rui França explicou que alguns critérios são utilizados para distribuir a verba publicitária entre os veículos de comunicação, como a audiência.

“É um dinheiro público, que deve ser bem empregado, além de ser necessária a prestação de contas. Não podemos direcionar essa verba para um jornal pouco lido, por exemplo. Levamos em consideração o número de pessoas atingidas, já que queremos divulgar as ações governamentais, através da comunicação institucional”, ressaltou.

O secretário informou ainda, que a transformação da Secom em uma agência de comunicação não deve acontecer, visto que a estrutura será mantida para colocar em prática alguns projetos.

“Muitas pessoas têm medo do novo, mas eu não tenho. Esse modelo de agência vem sendo adotado em outros Estados, mas não foi aprimorado aqui. Conversei com o governador e vimos que do ponto de vista de redução de gastos não haveria muita diferença. A Secom tem uma estrutura e pretendemos não perder a coesão da mensagem”, colocou.