A falta de estrutura no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió, já foi alvo de inúmeras denúncias. Ontem, o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com uma ação civil pública pedindo que o prédio seja desativado num prazo de 30 dias.
A cobrança do órgão é para que os problemas estruturais ganhem atenção do Estado e que medidas sejam adotadas, já que as deficiências no local se arrastam há anos e nunca tiveram resoluções concretas.
Durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (27), o novo Secretário Estadual de Defesa Social (SEDS), Coronel Dário César, apresentou, acompanhado do Adjunto, José Edson, e do diretor do IML, Gerson Odilon, o projeto da nova estrutura do Centro de Perícias Forenses (CPFOR), que será construído no bairro do Tabuleiro do Martins.
Dário César explicou que o projeto já está na Secretaria de Infraestrutura e que em processo de licitação. De acordo com o secretário, esta fase tem duração de pelo menos dois meses. Sobre a ação do MP, Dário César preferiu não omitir opinião sobre o parecer, já que não teve conhecimento jurídico do caso.
Novo IML
O projeto do novo IML é uma iniciativa da Secretaria da Defesa Social, que investirá recursos próprios do Estado na ordem de R$ 4 milhões, destinados à construção física do prédio e compra de equipamentos.
O primeiro módulo será o do Instituto Médico Legal (IML), o complexo com estrutura moderna, adequada às necessidades dos profissionais e dotado de tecnologia de última geração, abrigará também o Instituto de Criminalística, o Instituto de Identificação e o Laboratório de DNA.
Junto com as modernas instalações, o novo IML será contemplado também com um laboratório para a realização dos diversos tipos de exames, que ainda são feitos fora do Estado. Para suprir essa deficiência, a direção do órgão firmou recentemente convênio com o Laboratório Central de Alagoas (Lacen), que disponibilizará o seu espaço para o trabalho dos peritos.
Por causa da falta de estrutura do prédio atual, Gerson Odilon disse que equipamentos adquiridos recentemente pelo órgão, como um raio X e uma câmara frigorifíca de grande porte, não puderam ser instalados. O projeto vai permitir ainda a digitalização dos laudos de exames cadavéricos, que serão disponibilizados na internet para acesso por parte da polícia.

