Não é novidade que um apoio efetivo do governador Teotônio Vilela será definitivo para a escolha do próximo presidente da Assembléia Legislativa, só que o atual presidente da Casa e forte candidato a reeleição Fernando Toledo não esperava que a conta fosse tão cara.

O próprio Toledo já teria ouvido do governador,logo após o resultado das urnas, que nesta legislatura o Executivo não deixaria “se levar” pela agenda e pressões do Legislativo, o deputado do PSDB sabia que teria que se dividir entre os interesses do governador e os dos deputados, e chegou a dizer em entrevista que seria mais “duro” em uma próxima legislatura.

Só que três ações do Governo deixaram o atual presidente em uma situação delicadíssima, a ADIN movida no STF pela procuradoria contra o projeto da LDO que prevê aumento de despesas no Executivo, a ação que suspendeu a implantação ao PCCS e por fim o veto ao aumento dos deputados.

Nestas três situações teve-se três reações diferentes por parte de Toledo,na primeira ele reclamou como veemência,disseque não aceitava “puxão de orelha” de procurador e que o governo estava cometendo um erro brutal.

Na segunda ele ouviu que os funcionários da casa deverão parar e pediu um tempo aos dirigentes sindicais para tentar ser um “interlocutor” entre eles e o governo, só que na terceira situação preferiu o silêncio, pois sabe que se partir para um discurso duplo ( um para os deputados e outro para o governador) enterra de vez as chances de contar com o apoio “efetivo” do Poder Executivo.

Durante todo o dia de ontem o Cadaminuto tentou falar com vários deputados, dois disseram em off que já tinham entrado em contato com Toledo para agendar uma reunião,Marcelo Victor foi o único a retornar as ligações e disse que não tinha opinião formada e que isto era problema da próxima Mesa Diretora já Fernando Toledo não falou,ainda.