O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas deve ingressar ainda nesta terça-feira (25) com uma defesa junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ/AL) para tentar reverter a decisão de suspensão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores do Legislativo Estadual, publicada no Diário Oficial Eletrônico do órgão na semana passada.

A magistrada Luciana Josué Raposo Lima Dias, da 18ª Vara Civil da Capital, acatou a Ação Civil Pública (ACP) ajuizado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que foi provocada pelo Executivo estadual.

De acordo com o presidente do sindicato, Ernandi Malta, a possibilidade de greve dos servidores não está descartada, mas por enquanto, ficarão no aguardo da posição do órgão. “Nós esperamos que o TJ analise com todo ‘carinho’ nossa defesa, assim como foi feita na ação cível pública do Governo. Vamos esperar que a justiça dê um parecer favorável, mas existe a possibilidade de que seja contrário ao nosso pedido”, pontuou.

Malta lembrou que chefe do Executivo ingressou com a ação alegando que a criação do PCCS irá ter um grande impacto nas contas do Estado contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Ontem ele vetou o aumento do salário dos deputados, sob a mesma alegação. Isso agora virou briga de gente grande”.

Apesar da argumentação de Teotônio Vilela Filho (PSDB), o representante do sindicato afirmou que a categoria está disposta a dialogar, para que desta forma “consigam achar meios para equacionar as contas e desta maneira manter o PCCS dos servidores”.

Enquanto aguardam a decisão do TJ, os servidores não descartam a deflagração de uma nova greve.