A cabeça do suposto autor do atentado desta segunda-feira no aeroporto moscovita de Domodedovo foi encontrada no local da tragédia, informou uma fonte policial citada pela agência de notícias russa Interfax.
"Foi encontrada a cabeça de um homem de aparência árabe, de idade entre 30 e 35 anos, que possivelmente ativou a bomba", afirmou a fonte.
Ao menos 35 pessoas morreram e 46 ficaram feridas em uma explosão ocorrida nesta segunda-feira no setor de desembarque dos voos internacionais aeroporto internacional Domodedovo, em Moscou. "De acordo com os dados atualizados, há 35 mortos e 46 feridos", declarou a porta-voz do aeroporto, Elena Galanova, ao canal NTV.
As circunstâncias do incidente, ocorrido por volta das 16h40 locais (11h40 pelo horário de Brasília) ainda não são claras, mas o comitê de investigação da promotoria russa diz que a bomba foi classificada como um ataque terrorista - o primeiro desse tipo na região central da Rússia este ano. O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse que todos os responsáveis serão encontrados e punidos.
Depois da explosão, uma nuvem de fumaça era vista na área de retirada de bagagens, enquanto pessoas corriam às saídas de emergência do aeroporto. Em reação ao suposto atentado, a bolsa de valores russa caiu quase 2%, que destruiu o salão de entrada do Domodedovo, segundo comunicou a assessoria de imprensa do aeroporto.
De acordo com o jornal alemão Die Zeit, todos os voos internacionais do Domodedovo foram interrompidos. As autoridades russas colocaram os outros aeroportos e o metrô de Moscou em estado de atenção. O Domodedovo é um dos principais aeroportos da Rússia e um dos maiores da Europa. Ele se localiza ao sul da capital russa.
Segundo analistas, rebeldes de uma insurgência islâmica na região russa do Cáucaso do Norte, de maioria muçulmana, estavam planejando uma campanha violenta contra a região central da Rússia em 2011, no momento em que o país se prepara para as eleições presidenciais de 2012, informa a Reuters.
Moscou sofreu seu pior ataque em seis anos em março de 2010, quando duas mulheres-bomba da instável região russa do Daguestão se explodiram no metrô, matando 40 pessoas. O governo russo tem dificuldades em conter uma insurgência islâmica no Cáucaso do Norte, e rebeldes prometeram repetidas vezes que atacariam a região central da Rússia.