A briga pela presidência da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa entra na reta final esta semana com dois candidatos na luta pela vaga e um terceiro que a qualquer momento pode pender para um dos lados praticamente definindo a eleição.
Fernando Toledo e Inácio Loyola, ambos do PSDB, passarão o fim de semana e o resto dela em busca de apoio dos deputados, enquanto o primeiro faz nova ofensiva na tentativa de contar com o apoio “expresso” do governador, o ex-prefeito de Piranhas começa a conseguir alguns apoios na chamada “oposição”.
A semana teve início com a declaração do atual presidente Fernando Toledo de que teria o apoio de nove deputados e o do governador Teotônio Vilela para sua reeleição para presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas,mas bastaram dois dias para que a situação fosse modificada.
O grupo que escolheu Inácio Loyola Brandão, também do PSDB, se mexeu, foi cobrar do governador Teotônio Vilela uma declaração de neutralidades sobre a disputa. O grupo conseguiu além da declaração do governador, apoios importantes dentro do próprio governo.
Fernando sabe que conta com a preferência do governador, mas a decisão de Téo de se manter “neutro” deu novas forças a candidatura de Inácio, que surgiu após o descontentamento do próprio partido com a continuidade da atual Mesa Diretora, que era pretendida pelo atual presidente.
Inácio além de conseguir o apoio de Antonio Albuquerque, vem anunciando que um dos artífices da oposição, Olavo Calheiros, estará ao seu lado e que pelo menos outros três parlamentares virão com ele.
A novidade é que Inácio começou a sondar o candidato de oposição Isnaldo Bulhões e tenta fechar com os dez deputados que compõe o grupo do político de Santana do Ipanema.Isnaldo por sua vez se anuncia que se mantém firme na disputa, mas sabe que é uma”moeda valiosa” no jogo e que sua decisão pode definir a presidência.
Fernando Toledo, por sua vez, tenta se livrar de Marcelo Victor (De Jota Cavalcante ele já conseguiu),condição fundamental dada pelo Palácio para que ele obtenha o apoio expresso do governador,o problema é que a perda de Victor na base de Toledo acarretará em menos três ou quatro votos que serão fundamentais no processo.
A única certeza é que esta semana praticamente se define o nome do próximo presidente da ALE, e o caminho parece ser mais ou menos claro, se Teotônio Vilela entrar no jogo garante a vitória para Fernando Toledo, se decidir se manter neutro, deverá haver uma renovação na presidência da mesa Diretora da ALE.
