Forças militares sul-coreanas resgataram nesta sexta-feira (21) os 21 tripulantes de um cargueiro sequestrado no último sábado (15) no Oceano Índico e mataram oito piratas somalis, informou a Junta de Chefes do Estado-Maior da Coreia do Sul.
As forças especiais sul-coreanas abordaram o cargueiro Samho Jewelry no mar Arábico e libertaram todos os tripulantes - oito sul-coreanos, dois indonésios e 11 mianmarenses -, informa a agência de notícias local Yonhap.
Na operação, o capitão do navio foi baleado, mas não corre risco de morte, de acordo com as autoridades de Seul. Segundo elas, cinco piratas foram capturados.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, se apressou em declarar que a Coreia do Sul não irá tolerar nenhum ato que represente uma ameaça contra a população do país. Em discurso televisionado, o governante disse ter determinado nesta quinta-feira (20) a operação, que qualificou de "perfeita sob circunstâncias difíceis".
As forças sul-coreanas acompanharam de perto os piratas somalis nos últimos dias e, ao comprovar que o Samho Jewelry se dirigia rumo à Somália, aceleraram o resgate. Participaram da operação um navio de guerra de Omã e um destróier sul-coreano assistido por um helicóptero.
O resgate foi planejado em segredo desde o início do sequestro do cargueiro sul-coreano, de 11.500 toneladas, abordado pelos piratas quando se dirigia ao Sri Lanka, procedente dos Emirados Árabes Unidos.
Na última terça-feira (18), os sequestradores e as forças marítimas sul-coreanas já tinham registrado um primeiro choque em águas do mar Arábico. O destróier sul-coreano Choi Young tentou deter vários piratas que aparentemente pretendiam sequestrar um navio mongol nas imediações, segundo a Yonhap.
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Os soldados então enfrentaram os piratas a tiros e, segundo a Junta de Chefes do Estado-Maior da Coreia do Sul, alguns dos sequestradores caíram feridos na água e são considerados mortos. Nesse tiroteio, três militares sul-coreanos ficaram levemente feridos e foram enviados a um hospital no sultanato de Omã.
Essa não é a primeira operação de resgate de cidadãos sul-coreanos. Em novembro de 2010, após mais de 200 dias de sequestro, o petroleiro Samho Dream, com 24 tripulantes, foi libertado nas mesmas águas.
Os criminosos provenientes da Somália que sequestram navios cargueiros ou petroleiros costumam exigir milhões de dólares às empresas pela liberação das embarcações e de seus tripulantes.