O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu na manhã desta quinta-feira (20), líderes dos principais times da capital alagoana. Em pauta, eles discutiram possíveis falhas cometidas e os resultados obtidos no policiamento no clássico entre o CRB e CSA, no último domingo (16), em Maceió.

De acordo com o promotor Marx Martins, serão ouvidas todas as partes, para saber onde aconteceram as falhas e serão tomadas, conseqüentemente, algumas medidas, com objetivo de coibir futuras ações criminosas.

“A reunião discutiu o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), daí, teremos uma posição sobre o que aconteceu de fato no dia do clássico”, disse Martins, confidenciando que a discussão girou também na possibilidade de proibir que torcedores entrem nos estádios com vestimentas das torcidas organizadas.

Antes da reunião, o Comandante do Policiamento da Capital (CPC), Coronel Gilmar Batinga, creditou ao mandante do clássico - CSA -, algumas irregularidades, destacando como exemplo que as catracas não estavam de acordo com a solicitação do CPC.

“É preciso deixar bem claro, que existem ‘maloqueiros’ transvestidos de torcedores, usando o uniforme como escudo. Nesse primeiro momento defendemos que sejam extintas essas torcidas, já que temos imagens comprovando que essas pessoas que depredam ônibus, fazem arruaças e ameaçam a sociedade estão usando os escudos das torcidas organizadas”, pontuou.

No último clássico, realizado domingo, cerca de dez ônibus ficaram depredados em Maceió. Na ações, além dos torcedores, os ônibus também transportavam outros passageiros que não tinham nenhuma relação com o jogo. “A PM não tem efetivo para deslocar em cada ponto de ônibus uma viatura, cabe aos nossos policias realizarem o policiamento ostensivo, as ações desses ‘marginais’ tem que acabar”, finalizou Batinga.

Representantes do CSA,CRB, da Mancha Azul e dos Conselhos Tutelares estiveram presentes na reunião. Ficou pendente a presença do representante do Comando Vermelho.

O presidente do CSA, Jorge VI, fez coro a declaração do comandante do CPC, reiterando que existem ‘marginais’ nas torcidas organizadas, dizendo também, que o poder público pode ser obrigado a defender a extinção das torcidas organizadas.

“Infelizmente vi nos jogos muitas crianças, adolescentes fazendo o uso de entorpecente. A PM realizou um belo trabalho dentro do estádio Rei Pelé, no entanto, o maior agravo acontece na saída das times, aí sim, acontece toda loucura,confusão e arruaça”, finalizou o presidente do time azulino.