A senadora Marina Silva (PT) disse nesta terça-feira (18) que os governos poderiam lidar melhor com os desastres naturais, como o temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro recentemente deixando centenas de mortos. Para ela, investimentos na prevenção e não apenas após as catástrofes, além do uso correto da tecnologia, são necessários para evitar mais mortes.

- Lamentavelmente, no Brasil, temos 20 anos de alertas de que viveríamos desastres extremos. A natureza não vai se adaptar a nós, mas nós podemos nos preparar melhor. A tecnologia pode ajudar, mesmo que seja a mais simples possível, como o aviso por meio de caixas de som, para que as pessoas deixem as áreas em risco ou até mesmo antes, com alerta via celular, que é um aparelho muito difundido hoje em dia em todo o país.

Quando questionada sobre a produção de produtos eletrônicos e o seu impacto na natureza, ela disse que é possível aliar a exploração da natureza para criar produtos e novos materiais que causem o mínimo de impacto possível à biodiversidade.

Marina não quis comentar a maneira como os principais candidatos à presidência trataram o tema das enchentes durante a campanha no ano passado.

Alckmin passeia de carrinho pela feira

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), visitou a Campus Party minutos depois da senadora Marina Silva. Ele posou para fotos com crianças que fazem parte de um projeto de inclusão digital da prefeitura paulistana e disse que pretende ampliar o programa de banda larga popular do Estado, lançado na edição de 2010 do evento.

Alckmin contou que navega na internet diariamente e usa o Twitter para conversar com amigos, familiares e ouvir o que a população tem para dizer sobre sua administração.

- Para o governo é importante ouvir. Quem ouve mais erra menos.


Ao final de sua visita, o governador deu uma volta na área de palestras a bordo de um carro pequeno chamado CMID Car, feito a partir de sucatas eletrônicas. O automóvel é controlado por um laptop que funciona como um painel e volante de um carro comum e seu projeto foi feito por jovens participantes Centro Marista de Inclusão de Digital, de Santa Maria, Rio Grande do Sul.