Michel Balthazard, um dos três executivos da Renault suspeitos de vazamento de informações sobre o carro elétrico, afirmou que vai entrar na Justiça contra a decisão da empresa de demiti-lo. Segundo o Wall Street Journal, Balthazard recebeu no sábado uma carta de demissão, na qual é acusado de ter recebido dinheiro de fora da empresa. O executivo era membro do comitê de gestão da Renault e liderava o programa de veículos elétricos da montadora.

Um segundo suspeito no caso, Bertrand Rochette, também foi comunicado de sua demissão, disse ao jornal Xavier Thouvenin, advogado de Balthazard. Não há informações sobre o terceiro executivo afastado, Matthieu Tenenbaum.

Na última quinta-feira, a Renault abriu uma ação criminal contra os três executivos. A montadora afirmou, no entanto, que não houve vazamento de informações tecnológicas estratégicas para o desenvolvimento do programa.

O governo francês, que tem participação de 15% no projeto do carro elétrico da Renault, disse na última semana que planeja aprimorar as regras contra espionagem industrial no país. O ministro francês da Indústria, Éric Besson, classificou o episódio como “grave” e chamou de “guerra econômica” o vazamento de informações.

A Renault aposta forte na tecnologia de carros elétricos. A empresa acredita que esse tipo de veículo representará 10% do mercado mundial de carros em 10 anos. O Fluence ZE, carro elétrico da Renault que foi apresentado pela Renault no Salão do Automóvel de Paris, em setembro de 2010, deve ser lançado neste ano.