A primeira audiência do julgamento dos médicos Nadir Farah e Eduardo Pessoa Farah, acusados pela morte de Bruna Bianchi, mãe do menino Sean Goldman, foi adiada para o dia 18 de janeiro. A sessão era para acontecer na quinta-feira, mas foi remarcada por problema de agenda dos acusados e porque uma ré não foi localizada.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, as audiências do julgamento serão dividas em três etapas, uma no dia 18 e outras duas nos dias 21 e 25 de janeiro.

Os médicos Marcus Vinicius Guedes Werneck, Izabel de Araújo Nogueira e Sérgio de Oliveira Monteiro também são acusados por homicídio. Todos faziam parte da equipe médica que, em 2008, fez o parto de Chiara, filha de Bruna com seu segundo marido, na Casa de Saúde São José. Bruna, de acordo com a certidão de óbito, morreu em consequência de hemorragia pós-parto, atonia e rotura uterina.

Bruna morou com David Goldman, pai biológico do menino Sean Goldman, nos Estados Unidos antes de se mudar para o Brasil com o filho do casal, e se casar pela segunda vez. A criança foi alvo de batalha judicial entre o pai biológico americano e o padrasto brasileiro.

Entenda o caso
David Goldman, o pai biológico de Sean, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.

A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.

Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele brigou pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.

Sean está morando nos Estados Unidos desde dezembro de 2009, quando o pai biológico, o americano David Goldman, venceu a disputa pela guarda do menino.