A Corte Constitucional da Itália invalidou parcialmente uma lei que concedia imunidade penal ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi. Mas manteve algum espaço para que o governante ainda conte com uma certa proteção.
Um dos pontos eliminados é a obrigatoriedade por parte do juiz de adiar as audiências em até seis meses. A partir de agora, os magistrados poderão decidir se devem ou não protelar as sessões no tribunal contra Berlusconi. Com base na antiga lei, o premiê vinha conseguindo se livrar das audiências nos casos Mills e Mediaset, nos quais é acusado de corrupção e fraude fiscal.
É a primeira vez que uma lei de imunidade penal - que favorece um premiê - passa na Corte Constitucional, mesmo que parcialmente. Em 2004 e em 2009, as propostas foram negadas integralmente. A decisão deveria ter sido tomada em 14 de dezembro. Mas, o veredicto foi adiado porque Berlusconi passava por um voto de confiança no Parlamento, que poderia acabar com a sua renúncia e a antecipação das eleições parlamentares.
Diante do período turbulento, o premiê disse que a estabilidade do governo não seria afetada pela decisão. Ele afirmou que era indiferente em relação aos julgamentos e os chamou de "ridículos".
Polêmicas - Além das dificuldades políticas, o primeiro-ministro não se cansa de entrar em batalhas inglórias, misturando seu poder de chefe de estado com as excentricidades da vida pessoal. Entre os compromissos profissionais, Berlusconi sempre encontra tempo para comentários inapropriados, inimizades e saias-justas.