O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (11) que os piscinões evitaram que os transtornos causados pela chuva que caiu na capital paulista deste a noite desta segunda-feira (10) fossem maiores. Segundo o prefeito, "cada vez mais chove mais" em São Paulo.
“Os piscinões corresponderam à expectativa em relação à sua capacidade e estavam preparados. Eles ajudaram para que a consequência não fosse maior ainda”, disse Kassab.
A chuva causou o transbordamento dos rios Pinheiro e Tietê. A Marginal Tietê teve pontos de alagamento instransitáveis e chegou a ficar nove horas em estado de alerta. Até as 12h desta terça, os bombeiros e a Defesa Civil contabilizavam quatro mortes na capital paulista. Mãe e filha foram vítimas de desabamento da casa onde estavam, no bairro de Furnas, na Zona Norte, no início da madrugada. No Parque Fernanda, na Zona Sul, no limite com Embu, na Grande São Paulo, outra residência desabou e causou a morte de um homem de 76 anos, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. No Centro de São Paulo também foi registrada a morte de uma pessoa. Ela foi arrastada pela enxurrada
O prefeito atribuiu os transtornos causados pelo temporal ao grande volume de precipitação. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), entre o dia 1º de janeiro e as 7h desta terça-feira (11), choveu na cidade de São Paulo 93% do previsto para todo mês. A chuva acumulada até esta manhã era de 221,2 mm, enquanto a média histórica para o mês, calculada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) com base nas medições no Mirante de Santana, na Zona Norte, é de 239 mm.
“Tivemos mais de cem pontos de alagamento. Estamos no 11º dia de janeiro e já são 93% de chuva ao longo do mês, acima da média dos últimos anos, o que mostra que é uma intensidade realmente muito grande”, completou Kassab.
Até por volta de 12h30, o estado de São Paulo contabilizava um total de oito mortos