Engajado no desejo de tirar o Palmeiras da seca de títulos, o técnico Luiz Felipe Scolari fugiu do script e comentou a atual situação política do clube. No próximo dia 19, eleições decidirão em quais mãos a equipe do Palestra Itália permanecerá nos próximos dois anos. Além da presidência, serão escolhidos membros do Conselho Deliberativo.
Para Felipão, o Palmeiras tem de se apegar ao exemplo da gestão de Fernando Carvalho, que pegou o Internacional em frangalhos e o levou ao título do Mundial Interclubes, em 2006. "Tem de haver uma definição de projeto. Queremos conquistar todos os títulos, contratar jogadores caros e deixar um rombo ou fazer um time equilibado? Fernando Carvalho fez isso no Inter, quando o clube passava por sérias crises. Ele chegou, falou que ia por ordem na casa e os títulos seriam consequência. Ele recebeu críticas ao falar isso, mas poucos anos depois, olhe onde o Inter está", exemplificou.
Três chapas pleitearão o cargo de mandatário do clube. A oposição é representada por Arnaldo Tirone. Já a situação, apesar do esforço do economista Luiz Gonzaga Belluzo, rachou-se e bifurcou em duas vertentes: de um lado Salvador Hugo Palaia e, do outro, Paulo Nobre.
Amistoso, Felipão quer que os dois derrotados continuem trabalhando visando ao melhor do Palmeiras e não fiquem só se molestando. "Os três candidatos têm que vir aqui porque é a casa deles. Têm que pensar em organizar o Palmeiras, sem essa briga política. Todos serão bem-vindos. Um vai ganhar e os outros que fiquem dentro do clube, que esqueçam as vaidades e que venham formar um bom Palmeiras para o futuro", discursou.