Leia abaixo a nota de apoio do deputado Dudu Hollanda, o Histórico elaborado pelo Conselho de Justificação da PM acusando o militar e as alegações do deputado de defesa
Nota de Apoio
O ex-vereador, ex-presidente da Câmara Municipal de Maceió e deputado estadual por Alagoas, Eduardo Holanda (PMN), vem a público manifestar irrestrito apoio ao capitão PM Rocha Lima, contra quem pesa processo de expulsão movido pelo comando da Polícia Militar de Alagoas, em virtude do suposto envolvimento do oficial em atitudes que iriam de encontro aos princípios que regem a briosa corporação.
O deputado, eleito em três de outubro com 25.171 votos, afirma conhecer a pessoa do capitão Antônio Marcos da Rocha Lima há mais de 30 anos. Desde então, passou a admirá-lo devido à forma com que sempre procurou combater o crime, motivo pelo qual já chegou a ser homenageado pelo comando geral da PM em Alagoas, o que só reforça o elevado conceito dispensado ao militar – cuja abnegação é dignamente reconhecida também entre os colegas de farda.
“O capitão Rocha Lima é um dos grandes responsáveis pelo combate à violência em Alagoas. Seu desempenho profissional na área de segurança pública é conhecido em todo o Estado. Não é de hoje que os veículos de comunicação veiculam os relevantes serviços operacionais prestados sob o comando do oficial”, argumenta o deputado Dudu Holanda, que destaca ainda o apoio que Rocha Lima tem recebido de várias associações ligadas à Segurança.
O deputado estadual também afirma desconhecer qualquer fato, devidamente comprovado, capaz de desabonar a honra e a moral de Rocha Lima. “Externo aqui a minha solidariedade ao destemido oficial”, reforça Dudu Holanda.
Veja abaixo o histórico do Capitão Rocha Lima elaborado pelo Conselho de Justificação da PM:
Ingressou na PMAL em 1992, no Curso de Formação de Oficiais, na Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello. (Turma Denilma Bulhões)
Sua primeira alteração de vulto, data de 22/08/95, foi quando da promoção ao posto de Tenente, no Passaporte Ponto Certo, na R. Prof. Arthur Ramos, na cidade do Pilar, deixou sua arma cair da cintura e provocar um disparo “acidental”;
Em 1997, foi punido por perturbação do sossego alheio, com o volume do som de seu veículo acima dos limites permitidos, no estacionamento da Casa do Pão, no farol;
Em 1998, no Bar do Neto, na rua Nova Vila, Cambona, efetuou disparos de arma de fogo e ameaçou a Sra. Maria de Fátima Andrade Santos;
Em 1999, Causou discussão e efetuou disparos de arma de fogo no Bar do Suruagy, na Serraria;
Em 1999, foi preso em visível estado de embriagues alcoólica, praticando cavalo de pau e transitando na contra mão de direção com seu veículo, além de desacatar a guarnição de serviço, no bairro do farol;
Em 1999, foi preso por 30 dias, por ter no dia 07/05, em visível estado de embriagues alcoólica, no Bar do Cláudio, no Conj. José Tenório, Serraria, efetuado de sua arma disparos, colocando em risco a vida de terceiros. Ficou conhecido na região como Lamparina, com referência a Lampião, por suas atitudes;
Em 1999, no dia 14/08, foi denunciado por estar embriagado em uma discoteca denominada Cosmos, no dique-estrada, vergel do lago, portando arma de fogo e ameaçando pessoas que estavam no recinto;
Em 1999, no dia 08/09, chegou embriagado dirigindo um veículo Monza, praticando cavalo de pau, com som alto no Residencial Teotônio Vilela, e em seguida adentrou em seu apartamento no bloco 15, 02, discutiu e agrediu fisicamente sua companheira, na seqüência saiu correndo sem roupas de seu apartamento com uma arma em punho e começou a espancar sua companheira do lado de fora do bloco. Na mesma época foi denunciado por praticar cavalo de pau próximo a Panificação que fica no Residencial Teotônio Vilela, e quase atropelar uma funcionária da Panificação, e efetuar disparos de arma de fogo numa lanchonete no Centro Comercial José Tenório, ficando temido por ser o terror do bairro;
Em 1999, no dia 23/09, deu uma alteração quando tentou entra dando uma “carteirada” no Bar Ecológico, situado no Conjunto José Tenório;
Em 2002, foi denunciado por abuso de autoridade e ameaça a um cidadão funcionário da empresa de ônibus Piedade, no Rio Novo;
Em 2002, foi denunciado por envolvesse em uma confusão com um Delegado da PC, em uma casa de prostituição no bairro do Barro Duro;
Em 2003, por volta das 04h30, do dia 27/10, encontrava-se em companhia do” Ex-Sargento“Medeiros e um civil de nome Claudevan Jorge da Silva, realizando abordagens de arma em punho, no Bar do Carlos, no Benedito Bentes I, onde eles teriam agredido a Sra. Lysane Carolina Ferreira;
Em 2003, o semanário Extra publica matéria vinculando o Cap Rocha Lima, como integrante de um grupo de policiais envolvidos em delitos, e de usar os serviços do referido grupo, intermediando contatos para a contratação de pistoleiros, arruaceiros e usuários de droga. Aparece, ainda como tido determinado o assassinato do Sargento Osmário, em decorrência de ter tido um caso amoroso, com a mulher da vítima, pois faltou com a verdade, quando de sua inquirição sobre sua presença no Clube Social Lyndoia no dia 17/12/99, onde fora traçado os planos para a execução do Sargento Osmário;
Em 2005, fora denunciado, por em companhia de um homem conhecido como Tenente praticar desordens e não pagarem contas nos bares de Jacarecica e ameaçarem os proprietários; e ainda praticar desordens armado na boate coquetel club; há denúncias que o Capitão em companhia de um cidadão conhecido por Dênis, teriam praticado um assalto a um churrasquinho, próximo ao Via Box Serraria;
Em 2005, no dia 16/12, praticou uma tentativa de invasão de domicílio, bem com um disparo de arma de fogo, em via pública com arma da Corporação, no Loteamento Pouso da Garça I, no Tabuleiro dos Martins;
Em 2008, 09/05, acusado no envolvimento na assassinato de Eduardo, vulgo Bolinha, em frente uma loja de carros próximo ao G. Barbosa Serraria, a vítima estava com medo dos Soldados Batista e Galvão, que estão presos no Presídio Militar. Eduardo andava com Afredinho (morto) e que estava envolvido na morte do Baré Cola, juntamente com o Capitão Rocha Lima. Eduardo teria recebido 20 mil reais pela participação na morte do Baré Cola. Além destes entram na trama: Alan, Eliel, Brito, Bruno(morto) e o policial civil Gilvan(morto);
Em 2008, 09/07, foi denunciado por tentar repassar dinheiro falso em uma lanchonete localizada ao lado do Supermercado Bom Dia, na Serraria, e que o Capitão teria chegado ao local numa blazer Preta e que estava acompanhado com um grupo de pessoas em uma BMW azul, e que o Capitão exibia ostensivamente armas e tentou atirar em motocicleta vermelha que estava estacionada ao lado da Blazer.
Em 2008,12/12, foi denunciado por envolvimento no fornecimento de munição ao Sr. Rodrigo Alexandre de Carvalho Rodas, preso em flagrante delito por tráfico de drogas e posse de arma de fogo;
Em 2010, 11/06 ,foi decretada sua prisão pela 17 Vara Criminal da Capital, por homicídio, qualificado, associação ao tráfico, formação de quadrilha armada, peculato, concussão e extorsão.
Hoje o Capitão Rocha Lima encontra-se adido a Corregedoria da PMAL, onde responde a Conselho de Justificação, o terceiro em sua carreira confusa na instituição.
Além desta cronologia de transgressões e crimes, existem outras denúncias que não chegaram a ser formalizadas pelas vítimas e pelos organismos de inteligência das polícias, por falta de provas consistentes
Alegações do Advogado de Defesa
1- A ficha do militar e seus registros funcionais são de utilização reservada, de modo que jamais poderia ser data tamanha notoriedade, merecendo, tal, atitude, expresso repúdio;
2- Os fatos relatados dizem respeito a todos os procedimentos disciplinares ao longo da vida do militar, sendo certo que, em vários deles o oficial foi absolvido, noutros foi condenado em punições disciplinares pelas quais já cumpriu o que lhe fora determinado;
3- Não poderia o Comandante utilizar como móvel para justificar o seu entendimento a narrativa de fatos acontecidos há muito tempo, pois, à medida que as punições são cumpridas, passado certo lapso, o militar é reabilitado e, tais registros não podem mais ser objeto de menção para futuros agravamentos;
4- Dentre diversos fatos, há menção a episódios graves, tal como a acusação de estupro, muito embora p Exmo. Sr. Comandante Geral tenha conhecimento formalizado de que foi absolvido dessa acusação por sentença judicial transitada em julgado, o que denota a falta de isenção e o animus de perseguição;
5- Também é oportuno lembrar que a autoridade solucionante deixou de frisar que as ocorrências disciplinares do oficial estiveram, quase sempre, relacionadas ao consumo de álcool, cuja dependência por patologia, estendeu-se por vários anos. Aliás, deve ser informado que tudo isso consta nos assentamentos funcionais do militar, já que aconteceram internações e licenças que estão formalizadas no âmbito da corporação.
