A Polícia Civil em Belo Horizonte (MG) divulgou nesta sexta-feira o resultado do inquérito que apurou a morte do torcedor cruzeirense Otávio Fernandes, 19 anos. Ele foi agredido até a morte com barras de ferro e cavaletes de trânsito por integrantes da torcida Galoucura, maior organizada do Atlético-MG. Ao todo, 41 torcedores atleticanos foram indiciados pelo assassinato, sendo que nove deles tiveram a prisão preventiva decretada.

O crime aconteceu no dia 27 de novembro e foi filmado pelas câmeras de segurança da casa de shows que fica na região centro-sul da capital mineira, onde acontecia um festival de luta livre.

Segundo o delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida (DCCV), tiveram a prisão preventiva decretada Roberto Augusto Pereira, o Bocão, presidente da Galoucura; Willian Palumbo, o Ferrugem, vice-presidente da torcida; e Marcus Vinícius de Oliveira de Melo, o Vinicinho. Ambos foram indiciados por homicídio, tentativa de homicídio e lesão corporal, já que, além de Otávio Fernandes, outro torcedor cruzeirense foi agredido pelo grupo no dia e chegou a ficar hospitalizado.

Além deles, foram indiciados pelos mesmos crimes Josimar Junior de Souza Barros; Claudio Henrique Souza Araújo, o Macalé; Mateus Felipe Magalhães, o Tildan; e João Paulo Celestino de Souza, o Grilo. O delegado disse que dos nove que tiveram a prisão decretada, dois ainda estão foragidos. Eles foram identificados como Carlos Eduardo Vieira dos Santos, o Saf; Diego Alves Ribeiro, o Fiury.

"Os líderes da torcida, Ferrugem, Bocão, Vinicinho, exerceram comando sobre os outros integrantes da torcida na agressão e morte do torcedor. E ficou claro nas investigações que as vítimas (cruzeirenses) não provocaram os agressores (atleticanos)", afirmou o delegado.