O governador da província oriental paquistanesa de Punjab, Salmaan Taseer, assassinado pela oposição aberta o fundamentalismo islâmico, foi enterrado nesta quarta-feira em cerimônia à qual acudiram o estado maior de sua formação, o governante Partido Popular (PPP), e centenas de militantes.

Uma multidão com bandeiras do PPP se amontoou nos arredores da residência do governador, na cidade de Lahore - capital de Punjab -, para dar o último adeus a Taseer, em imagens transmitidas ao vivo pelas televisões paquistanesas.

O primeiro-ministro, Yousuf Raza Gillani; o chefe da diplomacia, Shah Mehmood Qureshi, e o titular de Interior, Rehman Malik, todos eles do PPP, esperavam a chegada do corpo de helicóptero a um cemitério próximo.

No recinto, ao qual só puderam participar os mais próximos e a cúpula do partido, o corpo foi enterrado entre as lágrimas dos familiares.

Consultada pela EFE, uma fonte policial de Lahore garantiu que as autoridades reforçam medidas de segurança para o funeral de Estado e alguns mercados da cidade fecharam suas portas. "Tudo está sob controle", sustentou a fonte.

Taseer foi assassinado na terça-feira em um mercado de Islamabad por um guarda-costas, motivado - segundo o Ministério do Interior - pela oposição do governador as leis contra a blasfêmia do Paquistão e seu apoio a cristã condenada à morte, Asia Bibi.

Clérigos fundamentalistas haviam feito ameaças contra Taseer e alguns dos grupos que se manifestavam a favor das leis contra a blasfêmia pediam sua morte.

Próximo ao presidente, Asif Ali Zardari, e à família de sua falecida mulher, Benazir Bhutto, Taseer foi especialmente crítico contra a camada religiosa, em um país onde inclusive os líderes do secular PPP praticam a cautela com o clero islâmico.