A posse da presidente eleita Dilma Rousseff, neste sábado (1º), deve mudar a vida de algumas mulheres. Com o início do novo governo, as xarás da petista terão que se acostumar com a frequência maior de brincadeiras e trocadilhos relacionados ao nome.

Quando escuta alguma piadinha, a funcionária pública Dilma Alves Batista entra no clima. “Brincam demais, batem continência. Quando eu falo alguma coisa, dizem ‘pois não, presidenta’. E eu digo que no dia 1º de janeiro vou subir a rampa’, conta.

Eleitora da petista e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a servidora não irá à posse, mas pretender assistir à cerimônia pela televisão. “Imagina uma mulher governando o nosso Brasil e com meu nome. Eu me sinto uma pessoa muito querida”, diz.

A aposentada Dilma Berger Massoud também pretende acompanhar a posse pela televisão e afirma que vai “vibrar” pela xará, que define como “aluna do Lula”. “Gosto muito dela, principalmente por ser mulher e por ganhar esse ‘prêmio’”, conta.

A rotina da aposentada também mudou com a eleição. “Quando eu digo meu nome em algum lugar, as pessoas dizem ‘nunca mais vou esquecer seu nome’”, relata.

Para a dona de casa Dilma Peixoto Monteiro, o “clima diferente” só vai aumentar. “Acho que a coisa vai pegar mais no ano que vem. Quando a Dilma começar a fazer coisas boas vão falar ‘a Dilma fez isso, fez aquilo’. Se não fizer, porque os governos nem sempre agradam, vão falar também. Já estou preparada. Vão falar bem e falar mal”, diz.