Era só o que faltava no futebol alagoano. Embora conte com um assessor de Imprensa, o repórter Rodrigo Cortez, o CSA agora emite boletins de informações através de boletins produzidos pelo seu presidente Jorge VI. Trata-se uma iniciativa inédita em Alagoas, pois traz à tona a preocupação de um dirigente no afã de expressar com suas próprias palavras o que se passa na agremiação.
O “porta voz” Jorge VI já distribuiu dois “boletins”. No primeiro, sem dar nomes aos bois, criticou com veemência diretores e torcedores que o atacam através da internet, reclamando que essas pessoas deveriam mesmo era ir ao Mutange vivenciar a situação e ajudar o clube.
Neste segundo informe, onde mostra que gostou a experiência, Jorge VI pede calma aos torcedores no quesito contratações de reforços. “Pedimos calma e compreensão aos torcedores mais preocupados, pois a diretoria está fazendo o que acha direito e o que é possível para não repetirmos erros já cometidos no passado levando o nosso azulão ao fundo do poço”, afirma. E vai mais além em outro trecho do seu informe: “estamos analisando sugestões de todos, principalmente da nossa torcida, como foi o caso do Fabrício Tocha, sugerido pelo saudoso Pedrinho”.
O presidente do CSA não é consenso no clube, mas uma coisa ninguém pode negar: tem sido um intransigente defensor das causas do Azulão, já solucionou muitas pendências, e cumpriu a principal promessa de campanha: levar o clube de volta à elite do futebol alagoano. Além do mais, assumiu um cargo que ninguém dele queria ouvir falar.
E na Pajuçara a apresentação do elenco do CRB não empolgou aos torcedores do Galo. Sem nenhum nome de referência, em se tratando de jogadores, o foco foi a presença do técnico Édson Ferreira, que virou notícia nacional por ter deixado o Itabaiana na mão. Dos reforços que o presidente Marcos Barbosa anunciou, nenhum pintou na Pajuçara. E pelo entusiasmo (?) como o vice-presidente de futebol Roberto Fernandes falou, pouca coisa vai deixar a torcida alvirrubra satisfeita.
Mas nada que um dia atrás do outro.