O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou o Senado neste sábado a ratificar o Start, o tratado de desarmamento nuclear com a Rússia, ao assegurar que o pacto beneficiará a segurança do país, não um partido político em particular.

Em sua alocução semanal aos sábados, Obama advertiu: "Sem um novo tratado, corremos o perigo de dar marcha ré e perder o progresso obtido em nossa relação com a Rússia", essencial para o cumprimento das sanções contra o Irã e as provisões às tropas no Afeganistão.

Para a ratificação do tratado, é necessário o 'sim' de dois terços dos senadores, ou seja, 67 votos a favor. Os democratas contam com 58 cadeiras, pelo que precisam do apoio de pelo menos nove republicanos. Se o ano terminar sem a ratificação do pacto, os democratas - que na nova legislatura serão apenas 53 no Senado - enfrentarão mais dificuldades, reduzindo as chances do tratado.

A gestão de Obama pressiona os senadores a aprovarem a matéria o mais rápido possível, já que é o maior êxito da política externa do atual Governo dos EUA até o momento. Os republicanos temem que o novo tratado, que substituiria o antigo, que expirou em dezembro de 2009, prejudique a defesa antimísseis do país.

Segundo Obama, "ratificar um tratado como o Start não significa anotar uma vitória para o Governo ou para um partido político. Significa segurança para os Estados Unidos". "Uma demora maior tem um custo. Cada minuto que demoramos é um minuto sem inspetores nesses depósitos nucleares russos", alegou.

O novo tratado Start reduz em 30% o número de ogivas nucleares nos dois países, a 1.550 para cada um, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros estratégicos. Após quase um ano de negociações, Obama e o presidente russo, Dmitri Medvedev, assinaram em abril o acordo de desarmamento em Praga.