Julian Assange iniciou em uma mansão inglesa o regime de liberdade condicional prometendo lutar contra "a campanha de difamação" por trás do procedimento aberto contra ele na Suécia, que poderá levar vários meses. Ele reiterou nesta sexta-feira (17) que sua maior preocupação é o "cada vez mais provável" processo de extradição para os Estados Unidos.
O ativista australiano, famoso por vazar 250 mil documentos diplomáticos dos EUA, foi preso na última semana em Londres, a pedido da Justiça sueca, que o acusa de estupro.
Assange disse que há "uma campanha de difamação muito bem-sucedida e completemente injustificada" contra ele.
- Minha sensação é a de que há um número de interesses diferentes, pessoais, nacionais e internacionais, que se alimentam com este processo, que se encorajam.
O ativista de 39 anos deu a entender que mais acusações serão feitas contra ele em breve.
- Meus advogados me informaram que estará em curso nova tentativa de difamação.
Assange diz que pode ser acusado de espionagem
Desde que deixou a cadeia nesta quinta-feira, Assange está vivendo numa mansão em Suffolk, 200 km a nordeste de Londres, propriedade de um de seus apoiadores. Ele diz que os EUA o persegue.
- Ouvimos hoje de um de meus advogados, e isto ainda deve ser confirmado, mas é uma questão séria, que pode haver uma acusação por espionagem contra mim nos Estados Unidos, vinda de uma investigação secreta de um grande júri americano. O maior risco é a extradição para os Estados Unidos.
Em Washington, muitos defendem um processo por "espionagem" contra o fundador do WikiLeaks, que continua a revelar centenas de milhares de documentos diplomáticos embaraçosos para os Estados Unidos. Uma porta-voz da Justiça americana confirmou a existência de uma "investigação em curso contra o WikiLeaks".
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