Não adianta a pressão, a especulação e a veiculação de notícias “estratégicas” na imprensa, nada vai fazer com que o governador reeleito Teotônio Vilela Filho adiante a reforma no secretariado antes de fevereiro quando acontece a eleição da mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
O Cadaminuto apurou que o “pacotão” esperado para dezembro não deve acontecer, e que a grande maioria dos secretários continuarão no cargo, pelo menos até fevereiro, quando as mudanças de nome e estruturais começam a ser feitas.
A mudança de secretariado deve ser feita com uma reforma administrativa, o que para isto é necessária a autorização legislativa por meio de Leis Delegadas, onde a Assembleia passa um cheque branco para o governador fazer determinadas mudanças dentro de um passo estipulado.
Este fato ocorreu também no segundo governo de Ronaldo Lessa, que para conseguir aumentar o número de secretarias teve que praticamente dobrar o duodécimo da Casa de Tavares Bastos, a intenção de Téo é que isto não aconteça e para isto o Palácio deve entrar “pesado” não só na eleição para a Mesa Diretora da ALE como para formação de uma maioria consistente.
Por conta desta definição o nome de Fernando Toledo já foi completamente descartado o que irritou profundamente o atual presidente, mas o governador não parece se importar com a “reação” de Toledo e já deu carta branca para o grupo de Inácio Loyola e Joãozinho.
A eleição de Inácio Loyola pode significar ainda mais um passo na reaproximação com o senador Renan Calheiros, já que o ex-prefeito de Piranhas estaria disposto a apoiar Olavo Calheiros para uma vaga no TC.
“Inácio e seu grupo tem uma força política que Toledo jamais teve e o governador parece mais disposto a cobrar apoio de verdade de seus correligionários na Assembléia” explicou um assessor próximo a Téo.
O certo é que a estrutura de determinadas secretarias como a Comunicação e o Gabinete Civil sofrerão profundas mudanças e é cada vez mais forte a pressão para a criação da secretaria de esportes, mas todas estas mudanças só acontecem no ritmo imposto por Téo Vilela.
