ADIS ABEBA, 9 dez 2010 (AFP) -A União Africana suspendeu esta quinta-feira a Costa do Marfim, devido à recusa de seu presidente em fim de mandato, Laurent Gbagbo, a respeitar o resultado das urnas, que deu a vitória a seu adversário, Alassane Ouattara, no mesmo dia em que os Estados Unidos ameaçaram o chefe de Estado com sanções se tomar a "má decisão" de se agarrar ao poder.
"A decisão que tomamos foi suspender a Costa do Marfim de qualquer participação nas atividades dos órgãos da UA até o exercício efetivo do poder pelo presidente democraticamente eleito Alassane Ouattara", declarou à imprensa o Comissário para a Paz e a Segurança, Ramtane Lamamra.
Em carta a Gbagbo, o presidente americano, Barack Obama, "deixou claro que se tomar uma má decisão (...) poderíamos buscar possíveis sanções contra ele e contra outros se for necessário", disse o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.
A Costa do Marfim acordou com dois presidentes em 4 de dezembro: o atual chefe de Estado em fim de mandato, Laurent Gbagbo, e o ex-premier Alassane Ouattara, depois que ambos prestaram juramento ao cargo.
Gbagbo foi declarado na sexta-feira, 3 de dezembro, vencedor das eleições presidenciais celebradas em 28 de novembro com 51,45% dos votos pelo Conselho Constitucional, que invalidou os resultados proclamados pela Comissão Eleitoral Independente (CEI), que haviam dado a vitória a Ouattara, com 54,1% dos votos.