Mesmo com o fim do Campeonato do Nordeste, as notícias de bastidores do CSA na competição continuam correndo soltas. Em matéria publicada na edição deste sábado (4), na Gazeta de Alagoas, o vice-presidente de Futebol Profissional do Azulão, Cícero Eugênio, confirmou que metade do time titular que enfrentou o Vitória, na derrota por 4x2, em Salvador-BA, pela semifinal da competição, entrou em campo sem ter recebido o salário do mês de outubro. Em tempo, a partida foi realizada no dia 24 de novembro.

E mais: segundo o dirigente azulino, o não pagamento do salário pode ter influenciado no resultado do jogo em que o CSA foi eliminado e perdeu a chance de chegar à final da competição, ficando com o terceiro lugar na classificação geral. "Eu acho que, infelizmente, influenciou no resultado e não tínhamos como cobrar deles (jogadores) porque estavam sem receber o salário", afirmou Eugênio.

Ainda de acordo com a reportagem, outro episódio que teria deixado os jogadores chateados foi o fato de o presidente do Azulão, Jorge VI, ter ido a Salvador, assistido à partida, mas sequer apareceu nos vestiários para dar uma posição sobre o salário, e, ainda, sobre gratificação para os atletas.

Questionado sobre esse episódio, Jorge VI disse ao portal Futebol alagoano.com que não era verdade a questão do salário, pois já havia sido paga uma parte e alguns atletas não quiseram receber porque fizeram acordo para receber somente o dinheiro todo. Sobre o fato de ter ido a Salvador, mas foi aos vestiários, ele disse que foi porque chegou atrasado ao Estádio Manoel Barradas, quando o time já estava para entrar em campo.

"Isso tudo é mentira. Estão usando a imprensa para querer jogar essas notícias e tumultuar o ambiente do CSA. Existe um movimento contra a gente e quero descobrir de onde está partindo", disparou Sexto, ao Futebolalagoano.com. E acrescentou: "Eu também não acredito que o fato de os jogadores não terem recebido o salário tenha influenciado no placar do jogo. Afinal, não temos jogadores mercenários em nosso clube".