O Santos divide Neymar com mais um sócio desde o dia 30 de novembro: o fundo Teisa (Terceira Estrela de Investimentos S.A.), que comprou por 3,5 milhões de reais 5% dos direitos econômicos do atacante. Agora, 55% dos direitos de Neymar pertencem ao clube, 40% à DIS (do grupo Sonda) e 5% ao fundo de investidores composto por maioria de integrantes do Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos), que dá suporte à administração de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Em apenas um dia, os investidores lucraram aproximadamente 1,5 milhão de reais. É que no dia 1º de dezembro a multa contratual de Neymar passou de 35 milhões de euros (78,8 milhões de reais) para 45 milhões de euros (mais de 101 milhões de reais), conforme o estabelecido em agosto, quando o jogador recusou a fortuna oferecida pelo Chelsea, da Inglaterra, e decidiu continuar no Santos. Se hipoteticamente um clube depositar os 45 milhões de euros, caberá aos investidores fatia superior a 5 milhões e reais.

O valor tomado por base para calcular o valor dos 5% cedidos aos investidores foi a última oferta que o Santos recebeu, de 30 milhões de euros, do Chelsea, em agosto.

A DIS, que está sendo questionada na Justiça pelo Santos com relação ao valor pago pelos 40% de Paulo Henrique Ganso na administração passada, foi consultada e concordou com a negociação dos 5% dos direitos de Neymar com a Teisa. Os investidores também adquiriram 20% dos direitos de Arouca por 1,7 milhão de reais, tem participação nos direitos do goleiro Rafael e de inúmeros jogadores da base tidos como promessas. A diretoria santista afirma que os únicos dois jogadores objetos de negociação foram Neymar e Arouca.