O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta sexta-feira que exista qualquer antiamericanismo por parte do Brasil como divulgou a organização WikiLeaks através da revelação de mensagens sigilosas trocadas pelo embaixador no Brasil e o Departamento de Estado entre 2008 e 2009. "Não existe nenhum antiamericanismo por parte do Brasil. A relação é boa, com todos os últimos presidentes", afirmou Lula, em entrevista coletiva a correspondentes internacionais.

O presidente disse não estar preocupado, e que acredita que as relações entre os países continuará intacta. "Eu acho que quem deve estar muito preocupado é o presidente Obama. Isso machuca a nobreza da diplomacia mundial, mas os Estados Unidos são um parceiro importante para o Brasil".

O presidente participou da Terceira Conferência "Brasileiros no Mundo", realizada no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, onde fez um breve balanço sobre seus 8 anos de governo e se mostrou contente com a situação em que a candidata eleita presidente pelo PT, Dilma Rousseff, assumirá o governo. "Ela vai pegar um carro andando a 120 km/h, e se quiser pode continuar acelerando ou manter a mesma velocidade. Ela vai assumir um Brasil sólido com uma boa perspectiva".

Questionado sobre seus planos para 2011, Lula afirmou que pretende continuar na política, mas que primeiro precisa deixar de lado o papel de presidente. "Eu preciso desencarnar de mim o papel de presidente. Eu preciso tirar isso de mim, pra voltar a normalidade, e voltar a fazer política, pra ajudar o Brasil, sem dar palpites para quem estiver governando. Para voltar a ser o Lula que eu era antes de ser presidente", afirmou.