O Conselho Nacional Eleitoral (CEN) da Venezuela confirmou a realização das eleições de domingo, apesar da emergência que vive o país diante das chuvas torrenciais que até as primeiras horas desta quarta-feira já haviam deixado 25 mortos.

Em nota publicada em seu site, o CNE afirma que está em vigilância "constante diante da situação climática", mas que "as atividades previstas no cronograma para as eleições de domingo, 5 de dezembro, seguirão seu curso".

Ao todo, 1,76 milhão de eleitores estão convocados às urnas, cerca de um quinto do total da população eleitoral nacional, para que eleger autoridades de 13 jurisdições (dois Governos estaduais e 11 Prefeituras) de diversas regiões do país.

Esses cargos ficaram pendentes de renovação, por motivos diversos, nas eleições regionais e municipais de 23 de novembro de 2008, ou pela posterior impugnação, morte ou ausência absoluta, voluntária ou forçada, de seus titulares.

O Centro ressalta que, tal como planejado, o material eleitoral está sendo distribuído nesta quarta-feira aos colégios eleitorais.

A principal Prefeitura em disputa é a de Maracaibo, capital do estado de Zulia, na fronteira com a Colômbia, que teve de titular até o ano passado Manuel Rosales, líder da oposição ao presidente Hugo Chávez, quem o derrotou nas eleições presidenciais de dezembro de 2006.

Rosales, que se declara "perseguido político" de Chávez, pediu asilo no Peru em abril de 2009, alegando que o processo judicial contra si por enriquecimento ilícito é de motivação política.

Eveling Rosales, esposa do líder opositor, é candidata à Prefeitura de Maracaibo numa coligação de 44 partidos anti-Chávez.