O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, concedeu a liberação do crédito adicional para a Câmara de Vereadores de Maceió no valor de R$ 2,3 milhões. Após as incessantes investidas da Mesa Diretora da Casa de Mário Guimarães, Almeida assinou um decreto publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 1º de dezembro.
O valor liberado pelo prefeito é menor do que o almejado pelo presidente Eduardo Holanda (PMN), que era de R$ 4,5 milhões. A suplementação orçamentária era necessária, de acordo com o vereador, já que a Câmara estaria sem condições financeiras para realizar todos os pagamentos tanto de servidores, como de outros serviços.
A decisão de Almeida surge dias após ele ver seu nome veiculado pela imprensa num esquema do lixo, que culminou com uma ação do Ministério Público Estadual, após quatro anos de investigação do promotor Marcus Rômulo.
Ontem, em entrevista ao CadaMinuto, o vereador Ricardo Barbosa (PSOL) afirmou que irá propor a instauração de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra o prefeito Cícero Almeida, acusado de participar do esquema fraudulento para licitação de empresas de coleta do lixo, que desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos.
Barbosa disse que irá protocolar o pedido para a CEI na primeira sessão depois do término da greve dos funcionários da Câmara. Para que a CEI seja instaurada é necessário o voto de sete vereadores, o que faz com Barbosa acredite que a investigação não ocorra, já que apenas ele e Heloisa Helena (PSOL) fazem oposição ao prefeito na Câmara.
Com liberação dos recursos, Almeida pode ter conseguido barrar a instauração da CEI. E com isso, o prefeito também pode acabar com a greve dos servidores do Legislativo, que paralisaram as atividades há quase um mês. A reivindicação do grupo é melhoria salarial. Com a implementação do adicional, as chances dos servidores voltarem as atividades aumenta. Eles devem realizar uma assembléia geral.
