Em compasso de espera, Lessa, presidente do PDT em Alagoas, cita como possibilidades voltar a trabalhar como engenheiro civil e dar aulas ou ainda assumir um cargo em Brasília, se for convidado.

O “limbo” até as próximas eleições não o preocupa.

“Fiquei quatro anos em Brasília como secretário-executivo do Ministério do Trabalho, voltei, fui candidato, cheguei ao segundo turno contra o atual governador e tive quase 48% dos votos. Tenho um patrimônio político que está vivo na memória do povo. Então, não tenho dificuldade de sobrevivência política.”

Também está no horizonte dele a esperança de um “terceiro turno”, ou seja, a disputa na Justiça pelo mandato de governador – Lessa diz que houve abuso de poder na campanha de Teotônio Vilela. Em relação à própria campanha, reconhece que faltou politizar o discurso e marcar as diferenças em relação ao adversário.

“A ideia que foi passada de que bastava a gente fazer carreata sem fazer discurso foi um erro. Passar só de carro para o povo ver e cumprimentar não foi o suficiente. A tese era: como não tem nenhuma atração, você não coloca 5 mil pessoas na rua. Aí, vai pouca gente, e você fala para meia dúzia. Fazendo uma carreata, você cumprimenta, há contato com mais gente. Essa foi a tese do marqueteiro, e a gente e foi na onda.”