Parentes das duas adolescentes que foram decapitadas no sábado (20), em Salvador, realizam a missa de 7º dia nesta sexta-feira (26), na Igreja Menino de Deus, na capital baiana. Gabriela Alves Nunes, de 13 anos, e Janaína Brito Conceição, de 16 anos, estavam desaparecidas havia alguns dias e seus corpos foram encontrados perto de um carro com marcas de sangue.
A investigação da Polícia Civil ouviu o depoimento de duas mulheres nesta semana. Uma delas seria namorada de um dos suspeitos de ter cometido o crime contra as duas adolescentes. Na casa dela teria sido encontrada uma mochila, que pertenceria a uma das vítimas. A outra é ex-namorada de um dos suspeitos. Segundo a polícia, ela informou, em depoimento, que não sabe o paradeiro do ex-companheiro.
Ainda nesta semana, prestam depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira (22), também prestaram depoimento ao delegado Omar Andrade, da 4ª Delegacia da Polícia Civil de Salvador. O pai de Janaína, que é policial militar, contou que no mesmo dia recebeu ligações com pedido de resgate. “Disseram que sabiam que eu era policial e por isso queriam duas armas e R$ 50 mil como resgate.”
Gabriela Alves Nunes, de 13 anos, morava com os avós. Cosme Raimundo Paranhos, avô da adolescente, disse que soube que as meninas haviam fugido quando chegou do trabalho na quinta-feira (18). No outro dia, também receberam a ligação com o pedido de resgate. Segundo a família, Gabriela falou com a avó e disse que tinham cortado a testa dela e estava sofrendo ameaça de morte.