A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, pediu nesta sexta-feira aos membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que reafirmem a integração que conquistaram e empreendam ações para impulsionar o desenvolvimento da região e erradicar a desigualdade.

"Eu os convoco para reafirmar este caminho que percorremos e que não deve ter retorno. Construir uma América do Sul, uma América Latina que se envolva em um projeto de crescimento, desenvolvimento e batalha" contra a desigualdade, declarou.

"E não se trata de negar o mundo, nem a globalização, mas simplesmente de olhar o mundo da nossa casa, com nossas próprias receitas, nossos projetos e programas", destacou.

Cristina fez essas declarações na 4ª IV Cúpula Presidencial da Unasul em Georgetown (Guiana).

Ela defendeu a unidade entre os países da região mesmo quando houver diversidades e previu que a região terá um "grande protagonismo" no século XXI.

Em seu discurso, a chefe de Estado argentina destacou o legado de seu marido, o ex-presidente do país Néstor Kirchner, que foi secretário-geral da Unasul até sua morte, em 27 de outubro.

Ela ressaltou que ele enfrentou fortemente os desafios e que, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu aproximar Brasil e Argentina.

Cristina ressaltou que seu marido era um homem "maravilhoso e único".

A presidente agradeceu pelo apoio do chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, que esteve ao lado da Argentina quando o país "tinha problemas com dívida soberana e o mundo lhe deu as costas".

Os presidentes discutem a declaração que será emitida no final da cúpula nesta sexta-feira e que inclui uma cláusula democrática para prevenir os golpes de Estado na região, entre outros assuntos.

A minuta foi aprovada pelos ministros das Relações Exteriores da Unasul na quinta-feira.

O documento estabelece o fechamento de fronteiras, a suspensão do comércio, do tráfego aéreo e de provisões em geral no país que produzir uma desestabilização do sistema democrático.

Participam da cúpula os presidentes de Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname e Venezuela. Bolívia, Chile, Peru e Uruguai estão representados por seus chanceleres.