O plano de ajuda financeira da UE (União Europeia) e do FMI (Fundo Monetário Internacional) em favor da Irlanda, negociado em Dublin, deve ser finalizado a partir de domingo, entre o governo local de um lado, e especialistas da Comissão Europeia, do Banco Europeu e do FMI de outro, informaram nesta quinta-feira fontes diplomáticas à France Presse.

O montante da ajuda deverá chegar a 85 bilhões de euros (US$ 113,7 bilhões).

Com isto, a Irlanda se tornará o segundo país da zona do euro em seis meses, após a Grécia, na primavera, a se beneficiar de um tal apoio externo, sob a forma de empréstimos europeus e do FMI.

O pacote de auxílio incluirá a imposição de uma taxa aos bancos responsáveis pela crise, informa a imprensa irlandesa.

Segundo a rádio e televisão pública RTE e o jornal "Irish Times", os bancos irlandeses aumentarão suas reservas de capital, atualmente de 8%, a um mínimo de 10,5% ou até mesmo 12%, graças aos recursos concedidos pela UE (União Europeia) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) que pretendem tranquilizar os mercados sobre a saúde do sistema bancário do país.

Além da recapitalização dos bancos, o restante do plano de resgate será destinado aos gastos diários do Estado, que precisa atualmente de 19 bilhões de euros (US$ 25,45 bilhões) para os gastos correntes.

De acordo com o "Irish Times", o governo deve impor em contrapartida uma taxa aos bancos, cujo endividamento excessivo provocou a crise orçamentária irlandesa e provoca o temor de um contágio ao conjunto da zona do euro.