A era Serafim vai chegando ao seu fim sem o sucesso esperado, dentro e fora de campo, pelos torcedores regatianos. Para aqueles que apostavam que o clube alvirrubro poderia ter um rumo diferente dos últimos anos, tiveram uma grande decepção. Isso porque a gestão do presidente José Serafim foi marcada por fortes conflitos entre os chamados chefes de torcidas e os conselheiros do clube.

Esses conflitos só enfraqueceram o CRB que, durante os dois anos de participação no Campeonato Alagoano, não conseguiu sequer classificar-se para uma fase decisiva da competição. O resultado negativo se repetiu no Campeonato Brasileiro da Série C, onde o time correu o risco de ser rebaixado. Vale ressaltar que durante esses 98 anos de existência, o CRB nunca tinha chegado a esse ponto de desunião.

Alguns torcedores ouvidos pelo portal Futebolalagoano.com, destacaram que a situação só chegou a esse ponto porque Serafim é um presidente que teve muito porta voz, permitindo que chefes de facções organizadas participassem de decisões importantes, deixando em segundo plano o maior poder do clube que é o Conselho Deliberativo.

“Sou torcedor e sei o que tenho a fazer para ajudar o meu time. Não tive condições de comprar uma placa para contribuir na ampliação da arquibancada, mas compro meu ingresso e dessa forma sei que estou colaborando. O Serafim é uma pessoa honesta, mas deu muito espaço para alguns torcedores que provocaram essa ‘guerra’ entre ele e o Conselho”, destacou Roberto Queiroz.

“O problema do CRB foi mais fora de campo. Alguns torcedores, que também são colaboradores, não souberam o seu limite e atrapalharam o trabalho do presidente Serafim. É claro que isso só aconteceu porque ele (Serafim), também permitiu. Como é que pode, eu pago o meu ingresso com o preço normal e o cara que é membro de torcida organizada paga a metade. Que ajuda é essa que eles estão dando ao clube?”, afirmou o torcedor Júlio César.

Nos bastidores, o processo de sucessão de José Serafim ganha um novo capítulo a cada dia, tornando ainda mais complicada sua situação diante dos conselheiros e do torcedor. Enquanto a eleição não chega, os salários de jogadores e funcionários continuam atrasados. A diretoria não sabe quando quitará essa divida, que já dura quatro meses.