O vice-embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas disse nesta terça-feira que o incidente perto da fronteira entre as duas Coreias deve ser discutido entre os dois países, e não pelo Conselho de Segurança da ONU.
A Coreia do Norte fez dezenas de disparos de artilharia contra uma ilha sul-coreana na terça-feira, matando dois soldados, em um dos ataques mais pesados contra o país vizinho desde que a Guerra da Coreia chegou ao fim, em 1953.
"Não deve ser discutido pelo Conselho de Segurança, mas deve ser discutido entre o Norte e o Sul", afirmou à Reuters o enviado Pak Tok-hun.
"O Conselho de Segurança está lidando com ameaças à paz internacional e segurança", disse ele. "Esta é uma questão regional entre o Norte e o Sul".
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque norte-coreano e expressou "profunda preocupação" ao embaixador britânico Mark Lyall Grant, que ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança.
Lyall Grant comentou rapidamente a questão durante uma reunião fechada, apesar de um enviado presente ter dito à Reuters que o diplomata britânico apenas anunciara estar em consultas com outros 14 Estados membros sobre o que fazer sobre o incidente coreano.
Diplomatas ocidentais afirmam que não está claro se o Conselho tomará alguma medida, e qual seria, diante da relutância da China em ver o governo de Pyongyang, seu aliado, ser reprimido pelo Conselho de Segurança, que reúne 15 países.
A China, como Grã-Bretanha, França, Rússia e Estados Unidos, têm poder de veto e podem impedir qualquer ação do grupo.
"O ataque foi um dos incidentes mais graves desde o fim na Guerra das Coreias", disse comunicado de Ban, ex-ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul.