A presidente eleita Dilma Rousseff bateu o martelo sobre sua futura equipe econômica. Na tarde desta terça-feira (23), o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, recebeu uma ligação de Dilma convidando-o para assumir a presidência da autoridade monetária.

O anúncio oficial, no entanto, será feito apenas na quarta-feira (24), pois a presidente eleita ainda deve se reunir com o atual presidente do BC, Henrique Meirelles, na noite desta terça-feira. Dilma não gostou das recentes declarações de Meirelles exigindo autonomia formal da instituição para continuar no cargo. Dilma, aliás, sequer chegou a cogitar mantê-lo no posto.

O anúncio desta quarta-feira também servirá para apresentar a futura ministra do Planejamento. Miriam Belchior, atual coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), acompanhou Dilma Rousseff na época em que a nova presidente ainda era ministra da Casa Civil.

Ex-mulher de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André assassinado em 2002, Miriam Belchior é vista tanto por Dilma quanto pelo presidente Lula como uma técnica competente que se atém a dados concretos. Assessores dizem que seu perfil até se assemelha ao de Dilma.

Completando a equipe econômica, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continuará à frente da pasta. Seus encontros com Dilma têm sido cada vez mais frequentes e longos. Nos últimos cinco dias, os dois estiveram juntos três vezes e cada reunião durou mais de duas horas.

Outro nome que deverá ser confirmado é o de Paulo Bernardo. Atual ministro do Planejamento, Bernardo é um dos mais próximos colaboradores de Dilma e ocupará a Casa Civil, segundo informou interlocutores próximos ao ministro.

Além disso, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), que integra a equipe de transição do governo, deve ser convidado a ocupar o Ministério da Justiça.