O ASA pretende transformar o seu último jogo em casa pela Série B numa grande festa, neste sábado à tarde, no Estádio Municipal. Na verdade, uma grande vitória sobre o América de Natal seria uma forma de agradecer o apoio que sempre contou do seu torcedor, nos bons e maus momentos vividos na competição.
Com 51 pontos ganhos, ocupando a 8ª posição e com 47.2% de aproveitamento, o Alvinegro pode dizer que foi aprovado ao debutar numa competição que é complicadíssima. Pode bem usar como lição na próxima temporada as falhas que aconteceram. É é bom lembrar que quando o time caiu, tinha como justificativa ter perdido duas de suas principais peças: Júnior Viçosa, negociado junto ao Grêmio, e a dispensa de Ciel. A ausência dos dois fez a diferença. Quando Ciel voltou, o time engrenou até garantir sua presença no campeonato e 2011.
Foi inteligente a decisão do clube de promover ingressos a preços populares – R$ 2 – para que a torcida compareça em peso ao jogo deste sábado. O torcedor arapiraquense é apaixonado e merece toda essa atenção. Esse, aliás, é um dos pontos que mostram ter a diretoria alvinegra trabalhado com seriedade e respeito aos alagoanos de um modo geral. Mas o mérito maior do ASA, no meu ponto de vista, foi segurar o técnico Vica, mesmo nas horas em que o time cambaleou. Pena que o competente treinador esteja praticamente fora do Alvinegro, diante de boas propostas que estão surgindo.
Já o CSA decepcionou ao seu torcedor no jogo contra o ABC, em casa, ao ser derrotado de virada por 4x2. Contudo, está garantido nas semifinais do Nordestão e pode fechar a temporada pelo menos entre os quatro melhores que participam do campeonato. O torcedor, insatisfeito, deve levar em consideração as dificuldades da diretoria azulina para montar um time apenas modesto para a disputa da Segunda Divisão, do qual foi campeão, e o próprio Nordestão.
No CRB, o empresário Cícero Santana coloca José Serafim no canto da parede. Quer uma decisão logo sobre o futuro do atual presidente, de olho na vaga dele. Resta saber como ele vai resolver o fato de não ser conselheiro regatiano, exigência maior para assumir o mais alto cargo do Alvirrubro da Pajuçara.