Com uma polêmica declaração após a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Cruzeiro no último sábado, o meia Roger deu a entender que a equipe paulista estaria sendo favorecida na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira, o jogador explicou as palavras ditas no vestiário do Pacaembu e afirmou que os árbitros sentem medo do Corinthians em partidas decisivas.
"Estive aqui em 2005 e sei como funciona o esquema", afirmou o atleta na ocasião, relembrando o contestado título nacional. Desta vez, a equipe teria sido favorecida com a marcação de um pênalti em Ronaldo, no final do jogo, possibilitando a derrota. "Lembrei do que aconteceu no lance do jogo contra o Internacional, só isso", disse o atleta, que não jogou naquela oportunidade por lesão.
Há cinco anos, o time alvinegro venceu seu concorrente direto pelo título em jogo que teve pênalti de Fábio Costa em Tinga, do Internacional. O árbitro Márcio Rezende de Freitas não marcou a infração e ainda expulsou o jogador colorado. "Joguei três anos no Corinthians e sei que, quando é jogo de decisão, tem 40 mil pessoas dentro do Pacaembu, o juiz entra tremendo. O jogador fala diferente, chega botando pressão. E eles têm medo, não adianta", explicou.
Para o meia, esse foi o efeito sobre Sandro Meira Ricci quando decidiu marcar pênalti de Gil em Ronaldo. "Ele estava esperando qualquer lance para decidir a partida", disse Roger, ainda revoltado. Segundo o atleta, tudo conspira a favor do Corinthians em partidas decisivas, já que o clube tem força política, econômica, esportiva e de mídia extremamente grande no Brasil inteiro.
"Cruzeiro e Atlético-MG são fortes aqui dentro (de Minas Gerais), mas nacionalmente não temos essa força do Corinthians. Não estou falando que o árbitro foi mal intencionado, que há esquema por baixo dos panos, porque isso não existe. Mas o árbitro entra já com medo do jogo, tremendo, sabendo que qualquer lance ele vai tomar partido do time da casa", complementou o Roger.