Mesmo impedido de receber empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES para a construção da Arena Amazônia, o governo estadual continua tocando as obras do estádio da Copa em Manaus.

As intervenções estão sendo realizadas com verba do Tesouro Estadual, já que a primeira parcela no valor de R$ 30 milhões aprovada em 1º de outubro pelo BNDES foi suspensa pela Controladoria Geral da União (CGU) dez dias depois. O banco exige que o governo corrija irregularidades do edital, entre elas a de sobrepreço em diversos itens.

Segundo o secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado (Sejel), Júlio Cesar Soares, a Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan) realiza um estudo para responder a todas as exigências da CGU. A expectativa é que antes do fim do ano o empréstimo seja liberado.

“Em 2009, acatamos todas as recomendações solicitadas pelo Ministério Público do Estado para elaboração do processo licitatório da obra. Não esperávamos passar por essa situação ainda mais depois de estarmos com empréstimo autorizado pelo Tesouro Nacional”, disse Soares.

Andamento das Obras
Há duas semanas foi encerrada a retirada total da cobertura de ferro do Vivaldão que atrapalhava o nivelamento da área. Paralelo a isto está sendo finalizado o rebaixamento do gramado em dois metros.

Segundo o governo, o trabalho de terraplanagem será concluído até o fim deste mês. “Para evitarmos possíveis atrasos com o período chuvoso, iniciamos também a montagem das primeiras fundações da arena, em toda a área frontal do estádio. Em dezembro iniciaremos a área que faz fundo com o centro de convenções de Manaus”, afirma Soares.

O rebaixamento e a instalação das fundações devem ser concluídos em fevereiro de 2011, de acordo com o cronograma de obras da Arena da Amazônia, para então começar a construção da primeira arquibancada inferior com 22 mil lugares.

Ainda em dezembro começam os trabalhos de construção do muro de arrimo, que vai abranger as avs. Constatino Nery e Pedro Teixeira e ainda toda a área da Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira e Centro de Convenções de Manaus. O prazo para a conclusão desta etapa é dezembro de 2011.

A segunda fase de construção do estádio serão os camarotes e área destina à imprensa, diz Soares.

Elefante branco
Questionado sobre as declarações de especialistas de que o novo estádio possa se transformar em elefante branco após a Copa, o secretário afirma que a Arena Amazônia tem um conceito multiuso e, por isso, será utilizada para realização de eventos e em apresentações de festivais tradicionais da cidade, como os de opera e cinema. O objetivo é até 2013 estar com um dos times locais na série A do Campeonato Brasileiro.

“Além disso, já estamos desenvolvendo projetos para recuperação do futebol amazonense. Em 2011, teremos dois times do estado disputando a Copa do Brasil (Penarol e Fast). O Fast, por ser o atual campeão do Amazonas, estará na série D, e o América este ano passou para a série C”.