O advogado Américo Leal, que defende Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão – funcionário e amigo do goleiro Bruno – orientou seu cliente, acusado de tramar e participar do seqüestro e da morte da jovem Eliza Samudio, a ficar em silêncio na audiência realizada nesta terça-feira na Justiça de Minas Gerais.
Leal segue a estratégia montada por Ércio Quaresma, defensor do jogador. Leal disse, nesta terça-feira, que não há provas de que a Eliza Samudio esteja morta e afirmou que Macarrão teria se encontrado com a jovem pouco antes de ela desaparecer. Segundo o advogado, a própria jovem contou que estava com viagem marcada para o exterior, pois teria recebido um convite para participar da gravação de um filme, supostamente erótico.

Sobre a acusação feita por Dayanne de Souza, de que seu cliente tinha a intenção de assassinar também o filho de Eliza, Leal desclassificou o depoimento. Para ele, o que a ex-mulher de Bruno declarou em juízo na segunda-feira não passou de uma estratégia da defesa. O advogado também criticou o trabalho da Polícia Civil, afirmando que os responsáveis pelas investigações apresentaram várias versões para explicar o sumiço de Eliza, mas sem qualquer embasamento.

Os depoimentos do goleiro Bruno, Macarrão, do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos e da ex-amante do jogador, Fernanda Gomes de Castro, estão previstos para quarta-feira. O advogado Zanone de Oliveira, defensor de Bola, apontado pela polícia como o executor de Eliza, também disse não acreditar que a jovem tenha sido assassinada.

Zanoni defende que o desaparecimento de Eliza fique a cargo da Delegacia de Desaparecidos. “A foto da Eliza já deveria ter sido estampada nas contas e em cartazes como ocorre com qualquer pessoa que está desaparecida”, disse ele.

Na última sexta-feira, a juiza Marixa Fabiane Rodrigue, responsável pelo inquérito na Justiça, criticou a estratégia dos advogados de defesa. Segundo a magistrada, com exceção dos defensores de Sérgio, Dayanne e Fernanda, os demais estariam atuando em grupo e impedindo o andamento normal das audiências.