O Partido Democrata Trabalhista (PDT-AL) protocolou nesta quarta-feira (10) uma carta ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida, explicando os motivos pelos quais está se desligando da atual administração municipal, adotando a partir de agora uma postura de oposição. O documento é assinado pelo presidente do partido, Carlos Alberto Freitas.
De acordo com o documento, o PDT ao ser convidado para participar do governo de Almeida, aceitou a aliança, entendendo “que se tratava de um governo popular, comprometido com as camadas menos favorecidas da sociedade maceioense e com os avanços que são necessários às diversas áreas de atuação do poder público”.
O desligamento, no entanto, acontece ao ser percebido “um distanciamento dos compromissos que devem nortear os administradores públicos comprometidos com as causas populares e com os avanços da sociedade”.
Para o PDT, esta situação da falta de compromisso com o povo ficou clara e inquestionável devido o apoio dado a Teotonio Vilela Filho, nas eleições deste ano. O partido acredita que Almeida “fez a opção política pelos que governam para as elites, aplicando a tese reducionista do chamado ‘Estado mínimo’. A sua nova aliança política vai de encontro ao pensamento do PDT, que observa no governo de Alagoas o retrocesso em termos de políticas públicas, especialmente nas áreas da Educação, da Saúde, da Segurança, do Esporte e da geração de empregos”.
Após uma reunião entre os dirigentes da Executiva Estadual, a decisão do PDT, de forma unânime, foi de desligamento do grupo político de Almeida. “Nós divergimos da pratica política de Vossa Excelência e tomamos por bem fazer-lhe oposição. Não será uma oposição irresponsável, sistemática e mesquinha. Será sim, uma oposição equilibrada e coerente, como deve ser na democracia”.
“Esta é a nossa posição adotada, face ao rompimento, mostrando a postura ética e moral que sempre nos conduziu na vida política, entregando-lhe os cargos em comissão que até agora estavam sendo ocupados pelo partido”.
A carta é assinada pelo presidente Estadual em Exercício, Carlos Alberto de Moraes Freitas. “Amanhã, Maceió e Alagoas farão o julgamento histórico e político da postura que adotamos agora. Nosso PDT, portanto, cultiva a virtude de explicitar as diferenças e contribuir no aperfeiçoamento da prática política em nosso Estado".
Exonerações
Por conta do rompimento entre o PDT e a administração municipal, o prefeito Cícero Almeida exonerou 30 servidores do Executivo Municipal, que eram indicação do partido. A decisão do prefeito está publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (10).
O partido comanda três secretarias na administração municipal: articulação política, com Pedro Alves, e geração de emprego, renda e economia solidária, além da saúde, com Arnóbio Cavalcanti. Os dois secretários não estão na lista das exonerações.