O Governo do Estado, através da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL) anunciou a programação festiva dos 100 anos do Teatro Deodoro, comemorado em 15 de novembro, com atrações para todos os gostos, reunindo exposição, lançamento do livro sobre os 100 anos do teatro, espetáculo infantil, espetáculo de dança, música, espetáculo de teatro de rua, homenagem aos mestres populares e duas grandes atrações nacionais, que iniciam e encerram a semana dos 100 anos: A peça “Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar”, com os atores Ana Kutner e Paulo José, na segunda (15), e no sábado (20) a programação termina com “Lua Cambará” do grupo Ària Social (PE).
Nos dias, 16, 17, 18 e 20 a programação terá ingressos à venda ao preço de R$ 10,00 e R$ 20,00. Nos dia 15 e 19 a entrada será por meio de convites.
Informações: (82) 3315-5665 / 5656.
Programação:
“Exposição Gajuru 15 anos”
De 15 à 21 de novembro
No Foyer do Teatro Deodoro
A exposição faz parte das comemorações dos 15 anos do primeiro grupo de teatro de rua de Alagoas, uma das ações projeto Gajuru 15 anos - Memórias dos Filhos de Joana, que foi agraciado com o Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2010.
Uma mostra da história do grupo por meio de dez figurinos de nove espetáculos montados pela associação. Desde o seu espetáculo de estréia, "Uma Canção de Guerreiro no Chumbrego da Orgia", passando pelo sucesso de público e de prêmios "A Farinhada", a peça infantil "A Estória da Moça Preguiçosa", a adaptação para a rua de Guimarães Rosa "Baldroca", até a última montagem "Versos de Um Lambe Sola".
DIA 15 (segunda): “Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar” – Teatro Deodoro ás 20h00
Só para convidados
Anabela, Julia, Júlio, R., Sylvia Riverrun, Ana C., A. C.Cesar? Quem foi, afinal, Ana Cristina Cesar? “Um fenômeno mor ou um lapso sutil”? Que espécie de força a impeliu a ditar seus primeiros poemas aos quatro anos de idade e a lançar-se no abismo aos 31? “O que é ser poeta? Um condor?”Lucidez, loucura, talento, erudição, senso crítico, rigor formal...De tudo o que era demais, o que a feria mais? E o que mais a forjava? O que a movia em sua literatura O que a levou a demover-se da vida?
Em torno da vida e da obra da mítica poeta carioca Ana Cristina Cesar (1952 – 1983), Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar, não pretende responder a estas indagações. Tende, antes, a amplificá-las. Com cerca de 90% do texto extraído de poemas, prosa, cartas e diários da autora de Luvas de Pelica, o espetáculo presentifica na cena o vigor, o teor e a dicção singular da palavra poética de Ana Cristina Cesar. Através dela, traz à tona sua busca, suas angústias, suas inquietações. Expõe os seus enigmas. E lança sobre o tabuleiro as incontáveis peças de personalidade cindida e múltipla que faz descrever uma trajetória de heroína trágica – curta, intensa, incomum, radical. Mas deixa para o público a tarefa improvável de montar o quebra-cabeça.
Classificação etária: 14 anos.
Pátio Externo: Apresentação musical com a Power Jazz ás 22h00
O grupo foi formado em janeiro de 2004 com os músicos Geraldo Benson e Beto Batera, remanescentes do MCZ Jazz Quarteto, com o saxofonista e pianista Billy Magno, remanescente do Jazz Brasilis, e o contrabaixista carioca Enio Santos.
Em sua atual formação, o grupo conta com os músicos Marcius Campello na bateria, Félix Baigon no contrabaixo, Everaldo Borges no saxofone, Geraldo Benson na guitarra e Antonio do Carmo no teclado.
A banda tem em seu repertório, além dos clássicos do jazz tradicional, músicas de Tom Jobim, Vila Lobos, Beatles, Hermeto Pascoal, Mestre Verdelinho e composições de autoria do grupo.
Lançamento do livro “Teatro Deodoro – 100 Anos de Arte”
DIA 16 (terça): “Reverência ao Deodoro” (Dança) – Teatro Deodoro ás 20h00
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00
Um único espetáculo, com 04 (quatro) módulos distintos com duração de 20min., onde cada bailarina com total liberdade criativa, presta sua homenagem através da dança aos 100 Anos do Teatro Deodoro. Eliana Cavalcante, Emília Vasconcelos, Emília Clarck e Jeane Rocha, nomes de grande atuação no cenário artístico local, fazem sua “Reverência ao Deodoro”, casa de espetáculos de vital importância em suas trajetórias.
DIA 17 (quarta): “Patinho Feio” – 17h00 (Teatro Infantil) – Teatro Deodoro ás 16h00
ATA – Associação Teatral das Alagoas
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00
Esta montagem de O Patinho Feio, musical de Lauro Gomes e Mácleim, é mais um encontro comemorativo da ATA, em seus 55 anos de fundação, com o Teatro Deodoro no seu centenário. Festa plena de esperança no espetáculo das infâncias em forma de teatro. A opção estética pelo musical proporcionou a reunião de artistas das mais diversas linguagens para o enriquecimento da proposta do grupo: realizar uma obra de arte teatral com a aplicação dos recursos técnicos do Teatro e, assim, homenagear os grupo: Teatro de Amadores de Maceió – TAM e Os Dionysios pelo pioneirismo e pela obra de teatro infantil realizada nas décadas de 1950 e 1960, em Maceió.
É uma homenagem que se estende ao Diretor e Dramaturgo Lauro Gomes pelos 39 anos de contribuição ao teatro alagoano através da ATA.
DIA 18 (quinta): Teatro Deodoro às 20h00
Show de abertura: “A Parte do Índio Perí - Homenagem aos Mestres Verdelinho e Vitória”
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00
O Coral da Escola Técnica Federal e o Grupo A Parte, executarão este clássico do Guerreiro Alagoano, que simboliza a resistência do povo indígena à colonização pelo europeu.
Tendo a conotação de uma ópera em sentido lato, “A Parte do Índio Perí” representa o episódio da guerra dos Guerreiros, com o Jogo de Espadas, Embaixadas e Melodias particularmente belas, onde o Grupo A Parte, constituído por músicos de formação erudita faz uma conexão com a música tradicional sem descaracterizar sua essência.
Ficha Técnica: Coral da Escola Técnica Federal – Regente: Fátima Menezes. Músicos: Almir Medeiros – violoncelo, Catarina de Labouré – viola, Everaldo Bonfim – tambor, Gustavo Quintella – cravo, Jurandir Bozo e Telma César – pandeiros, Tião Marcolino – sanfona.
- Concerto á quatro mãos com: “Selma Brito e Levi Guedes”
A pianista alagoana Selma Brito, convida o pianista pernambucano Levi Guedes, para um concerto a quatro mãos, onde através da música, homenageiam o mais emblemático templo da cultura alagoana em seu centenário.
DIA 19 (sexta): Meu Pé de Fulô - Praça Deodoro ás 17h30
Cia. Da Meia Noite
Como considerar a tecnologia no universo infantil e a significativa influência do cinema no universo cognitivo no imaginário das crianças e adolescentes de hoje, é o que se constitui a proposta de montagem em que o grupo mergulhou neste novo empreendimento cultural e estético.
A busca por recursos que possibilitem a formação de platéia com coerência de pertencimento nos faz ousar nas produções (ao menos no âmbito alagoano) propondo a interface entre duas linguagens estéticas de forte empoderamento psico-emotivo, uma tradicional (o teatro) e outra moderna (o cinema de animação)..
Desta forma trazemos uma animação interpretada ao vivo e uma peça de teatro vídeo-animada intercalando inserções no espetáculo. Trata-se de uma busca por novas motivações no teatro, o que não significa uma reinvenção ou reformulação dos fazeres teatrais (preferimos o termo adaptação), neste ínterim trazemos a Commedia dell’arte como inspiração para o teatro e as xilogravuras para a animação, ressignificando mais uma vez o tradicional ao contemporâneo.
“MEU PÉ DE FULÔ”, espetáculo infantil contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, uma readaptação no texto de Paulo Sarmento, pois, apesar da integridade total do texto, novos elementos foram incorporados a trama, uma trilha sonora original regionalista criada cena a cena, animações e cenários virtuais em preto e branco relembrando os desenhos da literatura de cordel, onde pontuam tempo e espaço, além da alusão ao teatro mambembe, ao teatro de animação e a mistura multifacetada dos gêneros: Teatro e Audiovisual, uma deliciosa brincadeira.
Teatro Deodoro ás 19h00
Entrega da Comenda Mérito dos Palmares
Apresentação do espetáculo afro: “Oní Xé a Awuré”, de Edu passos
Só para convidados
Espetáculo de dança afro é baseado na ”Lenda de Oxalufã” transcrita por Pirre Verger, o espetáculo é dirigido pelo dançarino, professor e coreógrafo Edu Passos com 30 anos de carreira na arte da dança, que teve seu projeto premiado pelo Ministério da Cultura, através, do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, sendo o único na região nordeste, e que consistiu na realização de oficinas de dança afro em duas escolas públicas de Maceió, com 22 jovens. Oní Xé Awuré é resultado da iniciativa.
DIA 20 (sábado): “Lua Cambará” – Teatro Deodoro ás 20h00
Ària Social (PE)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00
Baseado num conto da tradição oral, a história de Lua Cambará ganha nova montagem pelo Ária Social (PE), na comemoração dos vinte anos de estréia da ópera-balé.
Com música interpretada ao vivo por bailarinos que dançam e cantam como na tradição grega e do teatro popular, o espetáculo assombra pela revelação de beleza, fascínio e poder da história que narra.
Tendo como argumento o texto original de Ronaldo Correia de Brito – trabalhando em parceria com Assis Lima – e a música de Antonio Madureira, a nova montagem com quarenta jovens veicula dança, música e interpretação numa mesma linguagem cênica.
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