por João Victor Acioly

Bart Everly/DivulgaçãoCertamente você já ouviu sua voz no rádio, na academia ou na balada, mas nunca se importou em pesquisar um pouco mais. Sabe aquele cara que canta "Love is Gone" e ao lado de Fergie em "Gettin' Over You", grandes sucessos do DJ David Guetta?

Em sua quinta visita ao Brasil, o cantor americano Chris Willis trouxe à capital alagoana sua mini-turnê – realizada na Loop Lounge Club dia 16 de outubro – e agitou Maceió num evento único. Chris reservou alguns minutos para nos contar um pouco sobre o novo álbum, suas inspirações, e como se sente ao ser rotulado por sua antiga parceria com Guetta.

Acompanhe a entrevista com exclusividade, a seguir.
 

Você é conhecido e 'vendido' como “a voz do David Guetta”. Você leva isso como uma coisa ruim?
Sou um homem de muitas vozes. Minha experiência musical já ultrapassa duas décadas, portanto já cantei para diversos artistas como Amy Grant, Ricky Martin e Dolly Parton, portanto ser rotulado assim não me incomoda nem um pouco. Eu sei quem sou, o que já fiz e de onde vim!

Como é trabalhar com o mais famoso DJ da atualidade?
David nem sempre foi o DJ mais famoso. Trabalhamos juntos por anos antes de a fama acontecer. Trabalhar com ele é a mesma coisa que trabalhar com qualquer outro profissional: seja Dolly Partin, Dusty Springfield ou Shania Twain. O que eu tento é absorver o máximo do conhecimento musical deles.

Você canta muitas músicas do David Guetta desde 2001, mas agora você está lançando seu próprio single. Isso significa colocar Guetta no passado e conseguir reconhecimento individual?
Acredite ou não, eu também co-escrevo algumas das canções. Claro que quero seguir carreira solo, assim como fez o Akon e a Kelly Rowland, mas eu adoro o David Guetta. Ele é um amigo e sempre fará parte da minha história, haja o que houver.

O que podemos esperar do seu próximo álbum?
Na verdade será um EP e se chamará Inside Voice, mas tudo isso pode mudar. Ele é composto por uma compilação de canções que eu adoro e que eu espero não apenas bombar nas pistas, como também motivar ginastas e amantes da música ao redor do mundo. Por enquanto não terá nenhuma participação especial e está previsto para ser lançado em março do próximo ano.

Em que você tira inspiração para compor e fazer sua música?
Minhas inspirações musicais são Michael Jackson, Donny Hathaway e James Ingram, mas também admiro Madonna, Janet [Jackson], Grace Jones e Tina Turner.

Algo mais?
Sempre fui um estudante das artes, então adoro o trabalho de Herb Ritts, Andy Warhol e Michelangelo. Entretanto, o que me inspira acima de tudo é o amor. A busca pelo amor; a dor e o prazer do amor, em todas as suas variadas formas. Adoro ver as pessoas buscando inspiração quando estão em uma pista de dança.

O que tem ouvido ultimamente?
Tenho um gosto eclético, então escuto uma variedade de cantores: Amy Winehouse, Sade, Dexter Gordon, Nina Simone e Shirley Horn são o que mais ouço atualmente.

Como você enxerga o Brasil e o que achou de Maceió?
À primeira vista... Um lugar bonito. Foco mais nas pessoas e nas ótimas reações que me dão quando estou aqui. Isso é bonito também. Em Maceió, saí para caminhar na orla, porém já era noite e não pude aproveitar muito.

Quer deixar algum recado para seus fãs brasileiros?
Apenas que não desistam dos seus sonhos: eles irão se realizar!