Após 16 anos, a família Senna voltou a ter um representante correndo pela Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. No entanto, no circuito em que Ayrton correu pela última vez em 1994, ano de sua morte, e garantiu a pole position, o sobrinho Bruno novamente não conseguiu chegar ao Q2 e foi eliminado com o pior tempo da primeira parcial, fazendo com que saia no domingo da última posição.

Na abertura do treino oficial que define o grid de largada do Grande Prêmio do Brasil, Bruno Senna chegou a rodar e novamente teve problemas para dirigir sua Hispania na molhada pista de Interlagos e registrou o tempo de 1min23s796 em sua melhor volta, inferior ao companheiro de equipe, o austríaco Christian Klien.

"A pista secou, o pneu que eu estava era ruim quando a pista ficou mais rápida e já estava sem nenhuma performance meu carro. Acabei pagando o preço", disse Bruno Senna, em entrevista à TV Globo assim que deixou o carro e caminhava em direção aos boxes da Hispania.

Outro piloto "da casa" que não conseguiu usar a experiência em Interlagos para chegar ao Q2 foi Lucas Di Grassi, que sairá da antepenúltima colocação na largada. O brasileiro da Virgin cravou 1min22s810 em sua volta mais rápida, suficiente apenas para ficar à frente de Klien e Bruno. Outros que deram adeus na primeira classificação foram o finlandês Heikki Kovalainen e o italiano Jarno Trulli, ambos da Lotus, e os alemães Adrian Sutil (Force India) e Timo Glock (companheiro de Di Grassi na Virgin).