Representantes da construtora Gustavo Halbreich realizaram a apresentação do estudo prévio de impacto ambiental do empreendimento Pituba 2, na noite desta quinta-feira (04), na Associação Beneficente, Cultural, Esportiva Poxim, em Coruripe. A construção do empreendimento visa atrair turistas e movimentar a região do Litoral Sul de Alagoas, foi discutida entre representantes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Indústria, Comércio e Desenvolvimento.
Com objetivo de ouvir as sugestões dos moradores do povoado Poxim, sobre a futura instalação de um condomínio de luxo, resort, hotel e campo de golfe, numa área de 550 hectares, da região, o diretor de projetos da Halbreich, Fernando Luna, apresentou o projeto que é semelhante ao de Duas Barras, anunciado pelo Grupo Itacaré, ano passado.
A audiência pública foi solicita pela Câmara de Vereadores do município. O procurador do IMA, Antônio de Pádua, intermediou o encontro que teve a explanação do coordenador ambiental, Fernando Pinto
O engenheiro do empreendimento, Flávio Sarvasi, destacou que o projeto vai acontecer por módulos, dependendo da situação do mercado. “Estamos trabalhando há nove anos nesta área. Toda composição de infraestrutura, saneamento, fornecimento hídrico e projeto social, vem sendo acompanhada pela prefeitura de Coruripe. Não temos como dimensionar o valor do empreendimento, vamos trabalhar por etapas a depender da expectativa do mercado no determinado momento”, explicou.
O secretário do Meio Ambiente, Indústria, Comércio e Desenvolvimento, José Edson dos Santos, destacou a caracterização do empreendimento que vem cumprindo as exigências ambientais. “O plano diretor do município contempla esta área como desenvolvimento turístico. O prefeito Marx Beltrão tem apoiado o empreendimento. Os representantes da empresa desenvolvem trabalho social com os moradores do povoado. Cada passo dado é comunicado”, disse.
Acesso à praia
Entre os assuntos questionados pelos moradores e pescados, o mais explanado, foi o acesso à praia. De acordo com o representante do Ministério Público, o promotor Nilson Miranda, o projeto deverá ter atenção na recolocação de servidão de passagem, para viabilidade do empreendimento.
As propostas serão enviadas aos interessados por ata. Segundo o procurador do IMA, Antônio de Pádua, este é o começo do processo de licença ambiental, em seguida, os prazos burocráticos do IMA, a depender da análise, de 2 a 3 meses, podendo ser estendido.
