As reclamações sobre limpeza urbana e lixo nas ruas cresceram 33% neste ano na cidade de São Paulo. Os dados são da Ouvidoria-Geral do Município.

O órgão recebeu 396 reclamações entre janeiro e agosto de 2010. No mesmo período do ano passado, foram 297 queixas dos moradores. A Prefeitura de São Paulo não divulga o número de reclamações feitas ao telefone 156 (serviço de atendimento ao munícipe).

A limpeza não está entre as principais reclamações dos moradores à Ouvidoria. Os maiores índices de queixas ao órgão são em relação à iluminação pública (1.755) e à qualidade no atendimento ao público nas repartições da prefeitura (1.309).

Mesmo assim, o crescimento das reclamações de limpeza é preocupante. No ano passado, a prefeitura renovou os contratos com as empresas de varrição sem reajuste nos valores pagos. Esse pode ter sido um dos fatores para a queda na qualidade dos serviços.

BASTIDORES

A gestão Gilberto Kassab (DEM) decidiu renovar os contratos com as empresas de varrição em meados deste ano, quando o novo secretário de Serviços, Dráusio Barreto, assumiu o cargo. Ao convidar Barreto, Kassab determinou que todos os projetos do antigo secretário, Alexandre de Moraes, fossem reestudados.

Como não haveria tempo para concluir a licitação do novo sistema de limpeza pública em quatro meses --os contratos com as empresas de varrição vencem no dia 3--, Barreto foi autorizado a renovar por mais um ano.

O novo secretário, no entanto, foi incumbido de solucionar o problema, inclusive de propor mudanças na legislação, caso necessário. Além do novo modelo de limpeza urbana, a gestão Kassab prepara mudanças também no sistema de fiscalização dos grandes geradores de resíduos.

Outra medida que será implantada nos próximos meses é a colocação das fotos dos varredores no site da prefeitura. Quando o morador pesquisar o horário de varrição de sua rua, ele saberá quem é o funcionário encarregado do serviço.

Tudo faz parte da ação do governo para evitar desgaste com as notícias negativas das enchentes de verão.