Diego Armando Maradona afirmou que, por estar longe da seleção da Argentina, vive, neste sábado, o aniversário mais triste de sua vida. Ele dirigiu a seleção entre o fim de 2008 e a Copa do Mundo da África do Sul.
"É o aniversário mais triste da minha vida. Não quero festejar. Dalma (sua filha mais velha) e Verónica (sua namorada) me chamaram para comemorar, mas não me convenceram. Tenho algo dentro do peito que não me deixa festejar", disse Maradona ao jornal esportivo argentino Olé. "O presente sonhado eu não terei. Porque o melhor presente teria sido a seleção", acrescentou.
Maradona afirmou que imaginava nestes dias estar ocupando o cargo de técnico, mas, após o Mundial, o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, exigiu que o ex-jogador fizesse mudanças em sua equipe de assistentes, o que não foi aceito.
"Ter ficado sem chances me doeu muito. Logo quando ficamos fora do Mundial comecei meu luto íntimo. Eu lutei muito pelos jogadores e seguirei fazendo isso, mas muitos não comentaram a respeito. Os 40 dias na África do Sul foram maravilhosos, por isso digo que nós devemos uma conversa entre todos", comentou.
O ex-técnico também falou sobre o orgulho de ter treinado o atual melhor jogador do mundo, Lionel Messi. "Comigo ele foi feliz. Eu o entendi como ninguém. E, se o 'Checho' (Sergio Batista, técnico interino da seleção argentina) diz que agora Messi é feliz, é porque se fez de palhaço, porque o 'Checho' não pode fazer ninguém feliz".
Segundo Maradona, os momentos que passou com Messi nos vestiários após a derrota por 4 a 0 para a Alemanha, nas quartas de final da Copa, serão lembrados por toda a vida. "Quando Grondona começou a falar, o choro já era mais forte que suas palavras. Também conversamos em Pretória. Estava com Kun (Agüero) e com Maxi (Rodríguez). Pediram que eu continuasse e eu lhes disse que iria ver. Vieram todos. Chegamos aqui e parecia que tínhamos conquistado a Copa do Mundo. Mas uma semana depois eu já estava fora", disse.
Por fim, o argentino disse que o ex-técnico César Menotti foi o melhor com quem trabalhou e, quanto a jogadores, citou alguns como os melhores que já viu, entre eles alguns brasileiros: "Romário, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Messi, Riquelme, Caniggia, Baggio, Van Basten. Gostava de ir vê-los jogar", finalizou.