As propostas para a instituição do consórcio das universidades federais sediadas nas regiões sul e sudeste de Minas foram entregues ao ministro da Educação, Fernando Haddad, em evento realizado na segunda-feira, no auditório do Ibama, em Belo Horizonte. Essas propostas constituem o Plano de Desenvolvimento Institucional do Consórcio (PDIC), que contém os objetivos e as diretrizes das universidades consorciadas para o quinquênio 2011-2015. O documento também foi repassado ao governo de Minas, representado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Ferreira Vilela.

A cerimônia reuniu os reitores das sete universidades que integram o consórcio e diversas autoridades. Estiveram presentes os reitores Luiz Cláudio Costa, da UFV, coordenador do consórcio; Henrique Miranda Chaves, da Federal de Juiz de Fora; Renato de Aquino Faria Nunes, da Federal de Itajubá; Paulo Márcio de Faria e Silva, da Federal de Alfenas; Antônio Nazareno Mendes, da Federal de Lavras; Helvécio Luiz Reis, da Federal de São João del Rei; e João Luiz Martins, da Federal de Ouro Preto.

Vantagens
Com a institucionalização do consórcio será possível a integração acadêmica nas áreas de ensino, principalmente no que se refere a mobilidade estudantil, pesquisa e extensão. Outra vantagem dessa atuação conjunta será a conquista de maior eficiência na captação e aplicação de recursos, e o estabelecimento de parcerias para atuação nas áreas de inovação e novas tecnologias e desenvolvimento social e em outras áreas estratégicas, visando ao desenvolvimento institucional e à capacidade de apresentar propostas para a solução de problemas sociais de Minas e do País.

O ministro Fernando Haddad mostrou-se amplamente favorável à constituição do consórcio, qualificando-o como mecanismo para a superação de uma defasagem entre a crescente importância do Brasil na produção científica mundial e o posicionamento ocupado pelas universidades brasileiras entre suas congêneres em outros países. Para ele, o consórcio representa a oportunidade para que se modifique positivamente esse quadro, com instituições de excelência que produzem conhecimento, formam recursos humanos e atuam em suas comunidades, pois seu fortalecimento interessa à sociedade e ao País.

O Consórcio reúne 239 cursos de graduação, oferece mais de 13 mil vagas e atende a mais de 48 mil alunos matriculados na graduação presencial. Na pós-graduação, oferece 145 programas, sendo quatro com conceito 7, máximo definido pela Capes, três com conceito 6 e outros 20 com conceito 5, todos considerados de excelência. São mais de três mil alunos de mestrado e 1.700 de doutorado. As sete universidades reúnem 4.390 docentes e 5.968 técnicos administrativos.

Vestibular e Graduação
Uma das mudanças mais significativas propostas é a uniformização do processo seletivo entre as sete consorciadas. Além disso, será sugerida a criação de um Núcleo de Estudos Pedagógicos, que dentre outras funções, analisaria a criação de novos cursos nas diferentes áreas do conhecimento relacionado as potencialidades das diversas regiões das instituições. As universidades consorciadas pretendem ainda criar cursos curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e em Artes e Design com ciclos complementares profissionalizantes.

Pesquisa e Pós-Graduação
As consorciadas pretendem criar um Centro de Estudos Avançados visando à integração, ao fortalecimento e à expansão da pesquisa e da pós-graduação e a melhoria da inserção internacional da pesquisa brasileira. Pretende-se ainda criar programas de pós-graduação compartilhados em áreas estratégicas e mecanismos de cooperação entre os programas. As universidades também pretendem desenvolver projetos e formação de núcleos de estudos prioritariamente nas áreas de nanotecnologia, bioenergia, biodiversidade, meio ambiente, sustentabilidade, fitoterápicos e educação. Deverão ser criados centros de pesquisa em áreas estratégicas compartilhando infraestrutura de laboratórios.