O CRB continua passando por uma crise interna, que para os mais antigos, jamais foi vista, nestes 97 anos de história do clube. A possibilidade de perder o Beer CRB, para a família Fazio, serviu para abalar ainda mais a relação entre os dois maiores poderes do clube. O executivo e o deliberativo.
A acusação levantada pelo presidente licenciado do Conselho Deliberativo do clube, Kennedy Calheiros, afirmando que a notificação do processo do Beer CRB foi engavetada pela diretoria executiva, em 2008, o que responsabiliza o atual presidente José Serafim, em caso de uma perda definitiva do patrimônio, provocou a manifestação de outro conselheiro. Sóstenes Andrade, Juiz de Direito e colaborador na gestão de Serafim na presidência executiva do CRB.
Em entrevista concedida a Rádio Gazeta (1260 AM), Sóstenes disse que estava revoltado com a situação e nos próximos dias, a imprensa seria convidada para acompanhar uma prestação de contas, junto com atual gestão. Levantamento que, segundo ele, iniciou nos primeiros dias em que Serafim assumiu a presidência do clube.
“Quando escutei o Luciano (Costa), dá a notícia de que o Serafim seria responsabilizado pela perda do Beer CRB, fiquei doente, é um absurdo uma coisa dessas, liguei para o Serafim e disse a ele que era o momento de falar, ele não pode mais ficar calado. Nos próximos dias nós vamos convocar a imprensa e vamos apresentar uma prestação de contas”, disse.
José Serafim fala
Em entrevista a TV Gazeta, o presidente executivo do CRB, José Serafim se defendeu, afirmando que quando assumiu o cargo, foi prometido uma receita de 300 mil da F.B.A, 90 mil da Muriel – patrocínio que o empresário Ricardo Rocha trouxe para o clube, na gestão do ex-presidente Wilton Figueroa - e 124 mil de um convênio com a prefeitura de Maceió, onde segundo ele, apenas as receitas da Muriel e Prefeitura de Maceió chegou aos cofres do clube.
“Muriel e convenio com a prefeitura de 2008 foi recebido, agora infelizmente, esse recurso da FBA não existia, com muita insistência conseguimos junto, ao José Neves, presidente da FBA na época, um empréstimo de 70 mil reais para tentarmos liquidar ou amenizar o sofrimento dos atletas naquela época”, revelou.
Ainda na entrevista, Serafim confirmou que foi ameaçado de morte em seu escritório.
“Eu recebi uma visita aqui na minha empresa, e essa pessoa veio me ameaçar de morte, e pediu para que eu saísse do caminho de algumas pessoas que eu estava incomodando, mas eu nunca incomodei a ninguém, infelizmente tem pessoas certas que só olha o lado negativo, só para tumultuar, pessoas sem caráter, então eu fiz o boletim de ocorrência com o retrato falado desta pessoa”, afirmou.